sexta-feira, 16 de julho de 2010

O que aconteceria se Rubinho desse uma de Webber na Ferrari?

Talvez nem todo mundo tenha se perguntado isso na esteira da polêmica entre Webber e Vettel, mas com certeza, no fundo, a maioria dos fãs brasileiros da F1 adoraria que Rubens Barrichello tivesse levantado a voz contra a Ferrari quando foi companheiro de Michael Schumacher.

Ao lado de Ron Groo e seu inimitável blog, surgiu a ideia de colocar o tão amado quanto odiado piloto brasileiro na situação de Webber (ou seria o contrário?) e analisar os desdobramentos. Cada qual do seu jeito, é claro. Groo –pasmém!– até trata bem Rubens em sua bem humorada análise. Corra lá e confira.

Mas então, seria possível Rubinho dando uma de Webber na Ferrari?

Pode-se observar um hipotético motim de Barrichello através de dois prismas.

O primeiro é o da realidade. Rubinho tinha 27 anos quando assinou com a Ferrari um milionário contrato que era o sonho de qualquer piloto em ascensão na época. O brasileiro era uma real promessa na categoria, fez milagres na Jordan e na Stewart, conseguiu pontos, pódios e pole-positions quando ninguém apostaria nisso.

Já Michael Schumacher, com avançados 31 anos, era uma estrela de primeira grandeza. A ideia de reconstruir a Ferrari e levá-la ao caminho do sucesso estava indo de vento em popa e o alemão, já estabelecido como bicampeão mundial, era o grande nome da categoria. Talvez não soubesse o período de dominância que vinha adiante, mas com certeza era para isso que ele e a Scuderia trabalhavam.

O contrato de Rubens Barrichello NÃO tinha uma “cláusula de segundo piloto”. Ele trabalhava na, e era subordinado à, Ferrari. Até o infame episódio do GP da Áustria em 2002, ordens de equipe eram PERMITIDAS e NORMAIS. Portanto, a Ferrari podia dizer que iria dar tratamento igual, mas de fato não o fazer e nada poderia ser feito contra ela.

No press release da corrida na época, a própria FIA reconheceu isso dizendo que “(o conselho) condena a forma com a qual as ordens de equipe foram dadas e executadas no GP da Áustria. Mesmo assim, é impossível penalizar os dois pilotos, pois eles são obrigados a executar contratualmente as ordens dadas pela equipe”.

Comparativamente, Mark Webber é o piloto mais velho e mais experiente da Red Bull, além de já estar lá antes do próprio Vettel. A promessa, no caso, é o alemãozinho. Outro aspecto é que, embora a marca Red Bull seja enorme, a equipe de F1 não tem tradição nenhuma. Não é nada perto da Ferrari. É uma situação diametralmente oposta à de Rubens e Michael. Além disso, uma diferença fundamental coloca as duas situações em choque: enquanto Mark Webber de fato tem batido Vettel de forma consistente, Rubens nunca foi capaz de tal feito.

Some-se então a situação de um jovem piloto, de olho em sua natureza competitiva e de olho, claro, num futuro promissor, além de estar em um contrato multimilionário, com a insegurança de realmente peitar a maior equipe da história do automobilismo e é possível ter um pouco mais de empatia com o que Rubens passou na Ferrari.

É bom lembrar que Rubens NUNCA conseguiu bater Michael. Ele talvez acreditasse que conseguisse, mas sua posição de um piloto menos eficiente o deixava em uma situação delicada. E é aí que a situação entre Webber e Vettel se diferencia ainda mais. Webber está batendo Vettel e impondo respeito como Rubens talvez tenha feito em no máximo cinco corridas contra Michael. Como se rebelar contra a equipe nesse contexto?



Em 2001, Rubens já teve um gosto amargo quando, apenas na sexta corrida do ano, Jean Todt (no vídeo acima), sem se preocupar com as câmeras, pediu ao brasileiro: “deixe Michael passar pelo campeonato”. Consternado, claro, Rubinho deixou o segundo lugar que ocupara para Schumacher, com Coulthard vencendo a corrida. Foi nessa época, após o GP da Malásia, que a Ferrari colocou a sua assessoria de imprensa para “filtrar” o que o piloto falava.

Em 2002, no mesmo GP da Áustria, a maior farsa explícita da história da F1 ocorreu diante dos olhos de milhões de fãs da categoria no mundo. Com o banimento das ordens de equipe devido a esse acontecimento, está claro que Barrichello imaginou que os dias de segundo piloto estavam terminados. Ele agora seria piloto igual ao outro, “1B”, disse inocentemente, e ganharia ou perderia por méritos.

Mas não foi bem isso que se viu. E não foi bem porque a Ferrari não deixava ou não queria, mas sim porque Barrichello nunca teve competência para bater Michael e, assim, lhe dar o pretexto para dar uma de Webber e jogar a casa abaixo, ou mesmo abandonar a equipe.

Ao partir das pressuposições acima, é válido dizer que a decisão de Rubens Barrichello foi acertada na medida em que lhe garantiu vários anos em uma equipe vencedora, muita experiência, muito dinheiro e, claro, o potencial de ser campeão caso houvesse algum problema com Schumacher ou mesmo ele, Rubens, conseguisse evoluir a ponto de bater o heptacampeão na pista.

OK, mas qual é o segundo prisma?

O segundo prisma parte do princípio de que Rubens:
  1. sentisse que era capaz de bater Schumacher em outra equipe;
  2. sentisse que seu caminho seria mais fácil em outra equipe;
  3. sentisse que ia ganhar mais dinheiro em outra equipe.
O primeiro talvez fosse o único ponto no qual Barrichello realmente acreditava, mas, sinceramente, algum outro piloto da época bateu Michael Schumacher na Ferrari entre 2000 e 2004? Não.

Rubinho, com o mesmo equipamento, perdeu para Michael e, no pentacampeonato ferrarista com Schumi, Barrichello foi vice em apenas duas ocasiões, o que significa que em três outras ele foi pior que pilotos em outros equipamentos também.

No segundo ponto, Rubinho, que é um ótimo acertador de carros, sabia que adaptar-se a uma nova equipe seria muito difícil, ainda mais lutando contra Schumacher que, ao fim de 2002, completaria seu sétimo ano com a Ferrari. Harmonia maior não havia no grid. Rubens sair da Ferrari seria um passo para trás do ponto de vista do entrosamento.

Por fim, havia outras estrelas como Montoya, Raikkonen, Button, Alonso, todos com mais potencial comercial e de resultados que Rubens. Barrichello só sairia da Ferrari se tivesse uma proposta financeiramente muito superior. Aparentemente ele nunca teve e, caso tivesse tido, os rumores teriam dado conta dela na época.

Dito isso, se Rubens REALMENTE tivesse dado uma de Webber, xingado, gritado e esperneado contra a Ferrari e Schumacher, ele seria demitido (talvez por justa causa). Ao fim de 2002, o ano em que ele teoricamente sairia da Scuderia, haveria talvez três equipes para correr que lhe dariam o mínimo de competitividade: Williams, McLaren e Benetton.

Na Williams, Rubinho correria contra Ralf Schumacher ou Juan Pablo Montoya. Montoya nunca foi um exemplo de comportamento e talvez ambos fossem ter problemas sérios. Contra Ralf, que foi um excelente piloto, Rubinho talvez vencesse mais, mas não brilharia em momento nenhum.

Na McLaren, a parceria com Coulthard seria impossível, porque ambos fariam o mesmo papel. Então o mais lógico seria Rubinho substituir David e correr contra um incrível Kimi Raikkonen em seu auge. Rubinho também estaria em excelente forma, mas o Raikkonen daquela época era imbatível, se Schumacher não existisse...

Por fim, na Benetton, o brasileiro entraria como companheiro de ninguém menos que Fernando Alonso que, como todos sabem, é pupilo de Flavio Briatore. Alguém acredita que Rubinho se daria bem na equipe mais obscura com o piloto mais mimado do grid? É claro que não. Seria trocar cebola.

Isso, é claro, sem contar o piloto que substituiria Rubens na Ferrari que, com certeza, daria trabalho também para os outros pilotos do grid.

A conclusão da bíblia que você acabou de ler é que, quando você é bom, você é bom, mas quando você é campeão, tem tino de campeão, talento de campeão e capacidade de campeão, nenhuma equipe vai impedir com que você alcance o topo.

Mark Webber está provando que isso é possível, e de forma estupenda. Se ele será campeão no final do ano, não se sabe, mas o que ele fez até agora lhe dá o pleno direito de se rebelar, pois mesmo com uma desvantagem explícita, ele corre mais rápido, pisa mais fundo e vence. O resumo de um campeão.

23 comentários:

Julio Cezar disse...

Foi uma análise perfeita.

Rubens Barrichello quis provar a todos que era o substituto de Ayrton Senna, quando, na verdade, não é mais que um piloto mediano.

Mark Webber pode provar este ano também que não existem os chamados campeões "medíocres": quando um piloto conquista um campeonato, ele foi melhor que os outros e ponto final. Se será campeão novamente, aí são outros quinhentos...

Will disse...

Não acho que o Rubinho tenha tido essa presunção de se achar o 'novo Senna' - isso foi muito mais viagem da Globo e do Galvão.

No final das contas o Rubinho 'cresceu' em uma época da F-1 onde só tinha gente grande, pro azar dele. Essa época fio tão 'foda' que o Kimi (para quem eu torci fanaticamente) não conseguiu ser campeão (realmente Daniel, se não houvesse o schumacher...).

Diogo disse...

Foi uma análise Ridicula ! Pare de falar besteira Julio Cezar . O Rubinho nunca teve estrelismo e nunca quis dar um de " substituto do Senna. Aonde que vc tirou isso ? Afff Rubens Barrichello é exemplo, de Humildade, determinação, caráter . Nunca precisou pisar em ninguém pra estar onde está até hoje na F1.A Ferrari com aquele Jean Todt, Ross Brawn, sempre foi uma equipe suja, cheia de Tramóia etc. Tanto que ficou machada por isso . É Rubens Barrichello do Brasil com orgulho, sempre .

Daniel Gomes disse...

Julio Cezar, Rubinho é acima da média, não tenha dúvida, mas não teve estofo em 18 anos para ser campeão do mundo.

Diogo, a Ferrari era uma equipe com métodos obscuros de trabalho, é verdade, mas em outra equipe Rubinho não conseguiria fazer nada também contra Schumacher e a Scuderia. Quiçá fazer o mesmo que ele, Barrichello, fez na Ferrari.

A realidade é dura, mas é a realidade.

Daniel Médici disse...

Talvez a letra fria do contrato não dissesse que Rubinho seria o segundo piloto, mas acho que era ponto pacífico que ele entrou lá para fazer figuração. Primeiro, porque, se você ganha cinco vezes menos que o seu companheiro de equipe, é porque suas funções na 'empresa' não serão, obviamente, as mesmas. Além disso, coisas como o direito ao terceiro carro em todas as corridas (lembra por que Rubinho largou no fim do grid em Hockenheim quando ganhou? Porque a prioridade do terceiro carro era de Schumi) e um engenheiro-chefe que tinha acabado de chegar da Minardi (o Flavio Gomes escreveu uma matéria sobre isso na 4R, na época, talvez eu ainda tenha ela) me fazem supor que a relação de forças estava claramente estabelecida desde o começo. Muito antes de ele ter moldado o cockpit em Maranello, certamente.

Não que eu não concorde. Afinal, o Berger também chegou na McLaren em 90 para ser segundo piloto, e a intelligentsia brasileira/global não se levantou contra. A Ferrari que decida os papéis de acordo com sua própria ética.

Mas não acho que ele tenha feito algo de errado tirando o pé na reta final em Spielberg. Eram ordens superiores. Foi triste, mas concordo com voc~e no que diz respeito a isso ter lhe garantido a longevidade de que até hoje ele goza na categoria.

Alex-Ctba disse...

Belas elucubrações. Não sei qto. a vcs, mas eu lembro bem da temporada de 2002 e o Barrichello estava pilotando muito. Não sei se ele conseguiria superar o Schumacher, mas se houvesse igualdade de condições ele daria um belo de um suadouro no queixada. Em todas as outras a superioridade do Alemão foi incontestável, e o ápice da forma foi em 2004. Com aquele carro perfeito, Schumacher se consolidou como um piloto de outro mundo. Lembro tb de uma entrevista do Jean Todt, em q ele afirmava q a hora do Barrichello chegaria, bastava ter paciência, coisa q ele não teve e resolveu se aventurar na Honda em 2006. Acho q se ele foi político durante seus seis penosos anos de Ferrari, ele poderia estender seu contrato até a aposentadoria do Alemão, pois todos sabiam do potencial do Barrichello dentro da Scuderia. Aquela temporada "Michelliana" de 2005, foi um balde de água fria no brasileiro q vislumbrou novas possibilidades no time japonês.

Enfim, como diz a música do Camisa de Vênus " Sobre o leite derramado nã há muito o q fazer, então Bota pra F..."

Will disse...

Bem lembrado Alex! Pessoalmente, eu também não teria tido paciência para aguardar a aposentadoria do Schumacher (que, hoje, está no bolso do Nico - quem diria...).
A temporada de 2004 foi a Capela Sistina do Schumacher.

Victor disse...

Rubens NUNCA conseguiu bater Schumacher.

Então pq a Ferrari disse para o Rubens deixar o Schumacher passar????

Ai Jesus....

Anônimo disse...

Essa análise é boa, mas está longe de perfeita, e longe de ser correta.

Preciso lembrar que o equipamento dos dois, NÃO ERA O MESMO ?

Ou alguém aqui esqueceu que quando eles trocaram de carro por duas corridas, o Rubinho HUMILHOU o Schumacher ?

Foi só trocar de carro, que o Rubinho ficou muito melhor, e o Schumacher muito pior.

Conscidencia? Não.
Fato!

Anônimo disse...

Outra coisa : "nenhuma equipe vai impedir com que você alcance o topo."

Não, mas só a equipe vai te levar até ele. Fato.

Se Schumacher fosse companheiro de Raikkonen nos anos em que a McLaren era inferior a Ferrari, ele teria ficado atrás de Raikkonen também.

Schumacher é o ÚNICO CAMPEÃO, a só ganhar com o melhor carro. O único ano que ele ganhou sem ter o melhor carro, ele teve que jogar o carro em cima do rival, isso depois de ver seu ídolo morrer ao bater na frente dele.

Ou seja, você(quem postou isso tudo) é apenas uma viúva que distorce fatos. Por não aceitar a realidade. Você da pena.

Rubinho é muito mais piloto que Ralf, e é quase tão piloto quanto Michael, as condições eram totalmente diferentes de um pro outro.

Schumacher não chegou nem perto em 96 e 97, mesmo com um carro quase tão bom quanto o melhor. Em '05 e '06 mesma coisa, se o Alonso ñ fosse azarado naquele ano, o Schumacher ñ teria nem competido nos pontos (em 06).

É fato, ta aí pra quem quiser ler/olhar. Grande parte do que você escreveu é modificar a verdade, ou seja, mentira.

Apesar de que é uma análise com um contexto interessante e é muito bem feita, algumas coisas não são verdades.

Schumacher levou ferro de TODOS quando ele não tinha o melhor carro. E só ganhou com o melhor carro.

Ele é um excelente piloto, e pode ter 7 títulos, mas ele não os merece.

Victor disse...

^^^^^^^^^^^^^^^^
Falou e disse!

Ron Groo disse...

é... Viva a net. A gente escreve um texto, expõe nossas idéias e opiniões e vem um alguém debater e não tem nem a educação de assinar.

Parafraseando a frase biblica que Renato Russo abusou.

Ainda que dirigissem carros idênticos, MS seria sete vezes campeão, por que trabalhava pra isto, e RB não seria nem sete vezes vice, como não foi. Até porque sentia pena de si mesmo e reclamava a não mais poder.

A diferença entre os dois está no modus operandi, no talento. O resto é elucubração sem valor.

PS. Pois é... A idéia deu certo.
Valeu!

Amando Ramos disse...

Foi um dos melhores textos que eu já li. E eu tava pronto pra criticá-lo no meio dele, quando tive a impressão que seria mais uma rasgação de seda pro Barrichello.

Ele é acima da média. Mas pra ser campeão tem que ser muito mais que isso.

O Webber tá indo por esse caminho, e já que a Ferrari esse ano tá uma draga, vou passar a torcer por ele.

Barrichello (com a orientação de seu empresário) jogou pra si uma responsabilidade muito grande. Aparecia em comerciais, se expunha, enfim. Era a menina dos olhos no automobilismo nacional. Quem não se lembra da propaganda da Nokia, ele falando com o pai no celular? Virou piada pronta aquilo lá.

Quem é campeão, é campeão e pronto. Santo na F1 não existe. O Schumacher merece todos os títulos que tem. Muitas vezes o acerto do Barrichello ajudou, fato. Mas não dá pra tirar o crédito de alguém que bateu absolutamente todos os recordes.

Anônimo disse...

Eu não sei se estou mais chateado comigo por ter lido essa bobagem ou se com quem escreveu isso!

Eu discordo de tudo, a situação do Webber é diferente da situação do Barrichello na Ferrari.

Não gostei e sempre achei e continuo achando o Rubens Barrichello um bom piloto, mas como sou um dos poucos brasileiros que acha isso, eu respeito e não faço nenhum tipo de brincadeira e nem falo mal dele e tenho FÉ que ele sempre vai se superar.

Daniel Gomes disse...

Paraí. O anônimo logo aqui em cima é o mesmo que escreveu antes? Estou ficando confuso...

Anônimo disse...

Uma análise bem idiota e simplista. Se o Schumacher fosse tão bom assim, não teria batido no Hill em 94 pra ser campeão; não teria jogado sujo em varias oportunidades; não teria aceitado ganhar na Austria 2002 com o Barrichello cedendo a posição depois de fazer a pole, melhor volta e dado um bando no alemão; não teria compactuado com a enganação da Benetton de 94 que no abastecimento jogava mais combustivel que as outras equipes; com certeza o Senna, que era um campeão de verdade, não aceitaria. Lembrem-se, tambem, que por várias corridas nas temporadas de 2002 e 2003, o Schumacher corria o carro novo, cheio de melhorias, enquanto o Barrichello corria com um carro todo ultrapassado. Vcs ainda vem falar que o barrichello, com 02 vice campeonato, é pouco! tenham paciencia!!! quantas vezes o Barrichello era obrigado a fazer estratégias impossíveis de conseguir alguma coisa, só pra deixar o caminho livre pro alemão... assim é muito bom!!! nas temporadas de 2002, 2003 e 2004 simplesmente nehuma equipe conseguia acompanhar o desenvolvimento da Ferrari, tornando-se quase imbatível, e num cenário desse o único piloto que conseguiria ganhar do alemão seria o Barrichello por ter o mesmo equipamento, infelizmente isso não acontecia porque a Ferrari não deixava o Barrichello correr. O Schumacher só consegue correr quando tem um super equipamento em suas mãos, a prova disso é essa temporada de 2010 que pelo fato do carro não ser fantástico, ele tá levando pau de todo mundo, inclusive de um menino chamado Nico Rosberg, que nem tá com toda essa bola. isso sim é uma análise coerente.

No mais, só melhoras.

www.schumachervailevarpaudetodomundo.blogspot.com

Francisco Pessoa

Daniel Gomes disse...

Infelizmente eu concordaria com tudo que os anônimos dizem se Rubinho tivesse detonado Button ano passado, mas não foi isso que ocorreu.

A velocidade de adaptação do Barrichello é muito baixa e, embora ele seja exímio acertador, a sua resposta a problemas vem devagar, quase parando.

Rubinho é extremamente rápido e com certeza era páreo para Schumacher, mas não páreo duro.

Basta ver a quantidade de pole positions que o alemão conseguiu sobre Rubinho. Uma volta é uma volta, com carro bom ou com carro ruim.

A diferença entre um excelente piloto e uma lenda é um décimo de segundo. A F1 mostra isso todo ano. O Rubinho tomou paulada do Button por causa dos freios da Brawn? Tomou, mas essa é a diferença: a adaptação de Button ao carro foi perfeita e a de Rubinho não. Por isso Button venceu tanto e levou a taça. Um detalhe, um décimo de segundo, um campeonato, a consagração.

Ou alguém realmente achava que Jenson Button era melhor que Rubens Barrichello?

Pablo Habibe disse...

Webber só provou que pode vencer com o melhor carro do grid, largando na frente, sem oposição e com um companheiro extremamente instável.

Isto, pelo menos metade do grid pode fazer, não prova nada.

A F1 tem alguns campeões medíocres, ele não seria o primeiro nem o ultimo.

O próprio Barrichello, que é muito superior ao australiano, foi vice duas vezes, prova real de que poderia ser campeão com o carro certo na hora certa e local preparado.

Ron Groo disse...

Pablo, argumentação inválida.

SE Webber tem o melhor carro do grid e um companheiro instável, o que tinha o Barrichello ano passado na Brawn?

Se aquele carro não era o certo e aquela não era a hora, quando vai ser?

E dizer que este ano Webber não tem oposição é menosprezar Hamilton, Alonso... Pensa bem...

Daniel Gomes disse...

Concordo com o Ron. A temporada de 2009 indicou duas coisas que, aliás, eu já havia falado no meu blog no balanço da temporada entre Button e Barrichello.

Parte 1 - http://splash-and-go.blogspot.com/2009/11/button-x-barrichello-definitiva.html

Parte 2 - http://splash-and-go.blogspot.com/2009/11/button-x-barrichello-definitiva_09.html

Rubinho é melhor que Button na classificação, tem mais capacidade de adaptação, MAS é lento na adaptação.

Button se adaptou perfeitamente ao carro, mas quando a pressão chegou, ele começou a ter medo de cometer erros, além de ter dificuldades de adaptação na segunda metade do campeonato.

Ainda assim, quando ele teve TUDO para levar o campeonato, ele levou, que foi a primeira metade. Rubinho perdeu muitos pontos, fez muita lambança e jogou fora as chances de vencer, pois, quando estava já "quente", a Red Bull já era o melhor carro e ele já quase não tinha mais chances de tirar o atraso, fora aquelas largadas horrorosas, que tiraram-lhe VÁRIOS pontos.

É uma pena, embora ele tenha tido, a meu ver, a vitória mais bonita e brigada do ano, em Valência.

Entretanto, uma andorinha só não faz verão...

Anselmo Coyote disse...

Uai... se tivesse acontecido o sargento Garcia teria prendido o Zorro.
Que coisa!

Anônimo disse...

Daniel, será que o Rubinho estaria completando 300 Gps?
Ir de encontro aos interesses da equipe, vamos ver se o Webber consegue, mais assim mesmos penso que é muito difícil.
Rubinho, mostrou durante esses anos todos, que para ele o amor a pilotar vem em primeiro lugar.

Daniel Gomes disse...

Anônimo acima, difícil dizer se Rubinho teria permanecido tanto tempo na categoria.

Provavelmente não, visto que até uma estrela gigantesca como Raikkonen foi dispensado da Ferrari por não "colaborar", ser "frio e distante" ou coisa que o valha.

E olha que Raikkonen foi CAMPEÃO pela Ferrari no ÚNICO título da Scuderia fora da era Schumacher...