O anúncio da Toyota não era novidade, conforme adiantou o Splash-and-go neste post, mas a equipe parecia mais comprometida com o esporte do que, por exemplo, a BMW.
Quando saiu da F1 ano passado, a Honda tinha um grande pretexto, e o anúncio foi feito no clímax da crise financeira mundial.
Este ano, a poeira baixou, mas a Toyota ainda assim resolveu se despedir da categoria.
Não sai pela porta da frente, mas também não sai sem ter feito um programa altamente profissional, ainda que manchado por problemas de ingerência da chefia no Japão no trabalho dos dirigentes europeus.
Muitos afirmam que o problema da equipe foi sempre a escolha errada de pilotos, o que tem certo sentido. Mas há outros mais profundos.
O choque cultural, a que Rubens Barrichello se referiu quando disse ser um certo alívio sair da Honda japonesa e entrar na Brawn inglesa, ocorria de forma forte também na Toyota, e foi o que levou Mike Gascoyne a ser demitido da equipe em 2006.
Entretanto, havia na Toyota japoneses comprometidos com o esporte, muitos deles, mesmo que homens estritamente corporativistas e de carreira típica de grandes empresas.
Um desses homens é Tadashi Yamashina, chefe da equipe de F1. E isso se reflete no momento do anúncio, quando o dirigente mal consegue dar a notícia aos repórteres na conferência da marca.
Arigatô, Toyota.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
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