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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vídeo da semana

Logo após a pole position de Sebastian Vettel em Silverstone, 2010, com a asa dianteira do carro de Webber, o australiano mostra toda sua alegria na coletiva de imprensa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vídeo da semana

Que Massa parou seu carro fora do seu gridbox na largada do GP da Bélgica, ninguém duvida e o vídeo está aí para provar.

Pode haver muitas causas para a largada de Felipe. Uma delas é uma soliticação prévia à direção de prova para desalinhar devido a uma mancha de óleo no chão, por exemplo. Note que de fato existe uma mancha negra onde estariam os pneus traseiros (os que dão tração) do carro de Massa.


Entretanto, caso Massa realmente tenha cometido um equívoco, muitos disseram que a FIA nada fez por causa de vários precedentes. Este ano mesmo Mark Webber largou de fora do seu lugar e em outros anos aconteceu o mesmo com outros pilotos.

De todo modo, nos anos 70 a coisa não era bem assim. Além de totalmente desalinhados, os carros muitas vezes queimavam a largada, largavam em movimento ou bizarrices do tipo.

Assista a esse incrível vídeo com a as cenas originais transmitidas no dia da largada do GP da Inglaterra de 1973 e delicie-se com a doce irresponsabilidade da F1 de outrora.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Webber e Vettel: reflexo e identificação

O GP da Inglaterra deu mais dicas do que nunca à cúpula da Red Bull, e aos adversários, de como funciona o canguru mais famoso da F1.

Mark Webber mais uma vez foi brilhante, irretocável, inabalável, pilotou como um verdadeiro campeão, coisa que Jenson Button, mesmo com um carro quase tão dominante quanto o RB6, não demonstrou em 2009 com a Brawn GP.

Como já estão todos cansados de saber, Mark Webber é assim, 8 ou 80. Não tem meio termo com o australiano. Ou ele está para Nigel Mansell e a Williams de outro mundo circa 1992 ou está para um dentre as dezenas de japoneses que fizeram lambança na F1.

O mais curioso é que Vettel também é assim. Dificilmente se vê o alemãozinho no meio termo, em cima do muro. Ou é nocaute no primeiro assalto ou é desclassificação por WO.

Quanto mais nervoso Vettel fica, quanto mais "faca nos dentes" ele está, mais Webber se supera. O simples sucesso de Webber parece desestabilizar Vettel de uma forma tal que o pobre menino de apenas 23 anos não consegue suportar. Faz lambança de verdade, lambança de gente grande.

Por outro lado, o sucesso de Vettel não desestabiliza Webber, mas tampouco o faz brilhar. Parece que em determinados momentos, um espírito medíocre baixa no velho Mark, fazendo com que ele não seja muito diferente de qualquer outro dos trocentos pilotos que já entraram na F1.

E geralmente, quando esse espírito aparece, é Vettel quem está brilhando lá na frente. Parece haver um nexo causal em tudo isso, uma relação de causa e efeito lógica, sequencial, inexorável.

Desequilíbrio: o sucesso de Webber é a decadência de Vettel

Observar a dupla da Red Bull é quase tão fascinante quanto observar Senna e Prost na McLaren de 1988 e 89. Mansell e Piquet em 1987. Alonso e Hamilton em 2007. Existe um componente humano incrivelmente imprevisível e atraente na relação de ambos que faz o campeonato de 2010 estar rapidamente se tornando um clássico acima de qualquer crítica.


O esporte é assim. A tendência de quem acompanha os esportes é de apoiar os underdogs, ou aqueles que têm menos chances de ganhar. O comportamento da Red Bull continua fazendo com que a simpatia geral em relação Mark Webber seja cada vez maior, um piloto que até dois anos atrás era um zé-ninguém na categoria.

Hoje, centenas de fóruns, enquetes, sites buscam apoiar o velho veterano contra a jovem promessa que, desde que venceu o molhado GP da Itália em 2008 magistralmente a bordo de uma Toro Rosso, perdeu muitos fãs e muito da empatia que Lewis Hamilton ainda hoje tem.

Há uma pitada de cretinice no comportamento de Sebastian Vettel que em muito lembra o de Michael Schumacher, e é esse comportamento, aliado a uma equipe que não consegue gerenciar seu próprio sucesso, que faz com que Mark Webber esteja mais perto do que nunca de ser campeão mundial de F1.

A Red Bull mexe todos os pauzinhos para ver Vettel campeão, mas cada pauzinho tirado do lugar é um sopro a mais de força e motivação para Mark Webber, que parece mais centrado do que nunca em mostrar à equipe que o projetou que ele vale a pena tanto quanto seu mimado companheiro.

A luta de Mark Webber é a luta de várias pessoas contra o corporativismo enojante que impregna nosso sistema capitalista. É a luta de cada um pela simples e eficiente meritocracia e a igualdade de condições em casa, no trabalho, na vida. Uma luta injusta, mas genuína, autêntica. Uma luta nobre.

O fã da F1 se vê mais na pele de Webber de que de Vettel. A maioria se identifica com as situações difíceis e adversas, pois é contra elas que todos têm de se rebelar todo dia. E quem diria que, entre duplas improváveis como Hamilton e Button, Alonso e Massa, Schumacher e Rosberg, as atenções se virariam para a insossa dupla Vettel e Webber.

É claro que em parte porque pilotam o melhor carro do grid, mas também em parte porque é uma dupla passional, explosiva, forte. Humana enfim.

GP da Inglaterra: Lotus, passo a passo

Durante o GP da Inglaterra, uma ótima especulação foi colocada à prova pela imprensa internacional. A Lotus estaria negociando com a Renault para ser equipada com os propulsores da gigante francesa já a partir de 2011 e reeditar a parceria Lotus-Renault do início da década de 1980.

Segundo a BBC, o dono do time, Tony Fernandes, e o diretor técnico, Mike Gascoyne se reuniram com a cúpula da Renault na manhã de domingo em Silverstone.

Gascoyne, que se recusou a falar da Renault especificamente, disse que "(nós) temos um contrato com a Cosworth e estamos conversando com eles sobre maneiras de trabalharmos juntos no futuro".

É claro que isso significa mais do que apenas a F1, pois a Lotus é propriedade da Proton, gigantesca montadora de carros malaia, e uma parceria entre Renault e Proton irá afetar todos os produtos da companhia.

A Lotus, que desde que revelou sua pintura no início do ano ganhou total admiração deste blog, vem surpreendendo, e conquistando, os seus mais ferrenhos críticos, que discriminaram a equipe por querer ressucitar o lendário nome de Colin Chapman.

Fernandes, com Kova e Trulli: confiança no projeto

A equipe já mostrou a que veio ao contratar Kovalainen e Trulli, o finlandês um jovem piloto, mas com relativa experiência, e o italiano um dos três pilotos mais experientes da categoria.

A abordagem foi sempre profissional e correta, um projeto de médio/longo prazo com objetivos bem traçados e, claro, o reconhecimento de que o trabalho seria árduo.

Décimo por décimo, a equipe vai se aproximando dos times estabelecidos sem firulas e sem grandes comoções. Em Silverstone, Tony Fernandes comemorou muito a sólida prova da equipe, com os dois carros completando apenas uma volta atrás dos líderes.

Além disso, a Lotus, que se chama oficialmente Lotus F1 Racing, também está a um passo de conseguir da família de Collins o nome original, Team Lotus

Ainda segundo a BBC, a cúpula da F1 já trata a equipe como uma continuação oficial da antiga escuderia "british green", que tantas alegrias trouxe ao Brasil com Fittipaldi, Senna e Piquet.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

GP da Inglaterra: Senna vai para o banco

A decisão da Hispania Racing Team de deixar Bruno Senna de fora do GP da Inglaterra, talvez o GP mais importante do calendário da F1 em termos de exposição midiática, por ocorrer no centro do país do autmobilismo, é um sintoma mais do que claro do péssimo gerenciamento que a FIA desempenhou no processo de inclusão de novas equipes na categoria máxima do esporte.

Yamamoto: inexpressão na pista, mas dinheiro no banco

O piloto japonês Sakon Yamamoto, que vai substituir o primeiro-sobrinho nas curvas de Silverstone, correu pela Super Aguri em 2006 e pela Spyker em 2007 e tem como retrospecto na F1 um humilde 12º lugar como melhor resultado em Suzuka, em 2007. O que ele tem de especial? Provavelmente dinheiro. Caminhões dele.

Max Mosley lutou pelo teto orçamentário (escreveu certo por linhas tortas, pois o objetivo era derrubar as grandes, e não ajudar as pequenas), mas no fim perdeu a queda de braço para a Fota.

O resultado foi a entrada de equipes novas e ruins, longe do nível de excelência de equipes como Ferrari e McLaren. Além de serem ruins, não têm nem uma fração dos orçamentos multimilionários das equipes estabelecidas.

É por isso que Yamamoto entra no lugar de Senna hoje. A volta de equipes que não conseguem andar com as próprias pernas (mesmo que não seja culpa delas) é um convite para a entrada de pilotos que pagam para correr, algo sempre mal visto na categoria.

Bruno, que fez sua carreira na Inglaterra e tem muitos fãs por lá, além de fãs indiretos de seu tio famoso, vai perder a chance de correr na corrida mais especial do ano, doando seu assento a um japonês que, muito provavelmente, vai andar atrás de Karun Chandhok o fim-de-semana inteiro.

Quem ganha e quem perde? A equipe vai conseguir a grana do nipônico, mas vai a Hispania retribuir pelos serviços do brasileiro, que acreditou e acredita no projeto até hoje? Ou vai virar as costas para Senna e manter uma dupla de pilotos praticamente desconhecidos na F1?

Agora é torcer para que Bruno se mantenha no assento até o fim da temporada, ou que isso ocorra como um revezamento com Karun. De todo modo, já é um péssimo sinal para o brasileiro, que vem sendo sistematicamente rechaçado da categoria desde que resolveu voltar para o automobilismo.

GP da Inglaterra: Ferrari apresenta novo logo

Qualquer semelhança é mera coincidência...
Fonte: Blog do Adam Cooper

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vídeo da semana

No fim do GP da Inglaterra de 1975 caiu uma chuva torrencial e a direção da prova só resolveu lançar mão da bandeira vermelha quando três dos quatro carros que ponteavam o certame se amonotoaram em uma curva por não conseguirem se manter na pista. Vários outros carros também bateram no mesmo ponto em uma situação tão perigosa quanto inusitada.

Emerson Fittipaldi trocou os pneus para compostos de chuva e manteve sua McLaren na frente até o momento do cancelamento da prova, vencendo a corrida. José Carlos Pace fechou a dobradinha brasileira, embora tb tenha batido sua Brabham.

Dos 28 carros que começaram a corrida, apenas cinco completaram, incluindo Emmo,, sendo que quatro deles estavam no mínimo uma volta atrás de Fittipaldi.

Simplesmente um clássico!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vídeo da semana

Schumacher fazendo o que ele faz melhor.

Raikkonen para nos boxes em Silverstone, em 2006, e Michael, em sua outlap (a volta imediatamente após o pitstop), destroi o finlandês com um giro avassalador.

Confira!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vídeo da semana

Ao fim do GP da Inglaterra, Lewis Hamilton puxou um cavalo-de-pau na frente da ótima torcida presente no circuito de Silverstone.

A gracinha do piloto causou frisson entre os fãs e imprensa e houve a ameaça de punir Hamilton por causa do ocorrido.

Nada aconteceu, mas você assiste agora, pela lente de um fã na arquibancada, a atitude que incomoda a tantas pessoas nessa F1 tão burocrática e capitalista.

Dá-lhe Hamilton!



Ps.: O autor deste blog tem andado atarefado, por isso a falta de atualizações. O Vídeo da Semana é a única seção fixa do Splash-and-Go, por isso é sempre atualizado toda quarta-feira. Em breve tudo volta ao normal.