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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mercedes GP: Schumacher, Rosberg e... cadê o Heidfeld?

Embora o W01 ainda não tenha aparecido de fato (o carro do lançamento ainda é o BGP001 da Brawn, mas pintado com as novas cores), apareceram Schumacher, Rosberg, o CEO da Damiler-AG, Dieter Zetsche, Norbert Haug e Ross Brawn (ninguém falou de Nick Fry...).

Até Martin Whitmarsh e o Schumacher mais novo, Ralf, deram as caras... Um dos momentos mais esperados da temporada 2010 foi amplamente festejado, mas... onde está Nick Heidfeld?

Nas últimas semanas, o abnegado piloto alemão teve seu nome relacionado à Renault, à McLaren, à Sauber e outras equipes em menor escala, mas de repente começaram a especular sua presença como terceiro piloto no "time nacional da Alemanha", como salientou Zetsche no seu discurso de abertura.

Seu empresário deixou claro que existem negociações, mas que nada foi fechado ainda. Ocorre que Heidfeld não apareceu e nada foi dito sobre o assunto.

A situação de Quick Nick é especialmente delicada porque fala-se que o veterano alemão pede na casa dos US$ 4 milhões anuais para ceder seus serviços, e as equipes restantes precisam de grana entrando, e não saindo.

É por essa razão, além de sua discrição tanto na pista quanto no paddock, que o barbudo está sem assento. Simplesmente não mostrou a estrela necessária em 10 anos de F1 para chamar a atenção dos grandes.

Fisichella foi contratado como terceiro piloto da Ferrari, mas o italiano já teve mais do que tempo para mostrar a que veio sendo, inclusive, piloto do carro com que Alonso conquistou os campeonatos de 2005 e 2006. Além do que, é mais velho do que Heidfeld e não tinha muito mais a mostrar na carreira.

Heidfeld, por outro lado, ainda poderia tentar mostrar algo, mas se recolher ao posto de terceiro piloto de uma equipe que conta com uma promessa e com a própria lenda da F1 não é bom negócio para um piloto de F1. Para um piloto profissional, talvez, mas pra um competidor, não.

Fato é que algo deve estar emperrando as negociações. A Mercedes anunciou que deve apresentar o terceiro piloto no meio da semana. A ver!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mercedes-Benz: oh Lord, won´t you buy me F1?

Genial trecho de um artigo sobre a silly season no site Motorsport.

Parece tudo um pouco confuso, mas se você olhar com os olhos certos, a silly season de uma certa forma faz sentido. Quer ver? Dá uma olhada.

A Williams tem algo que a McLaren quer: Nico Rosberg. E a McLaren tem algo que a Williams quer: um motor Mercedes. A Mercedes quer algo em troca se concordarem em colocar seus motores para impulsionar a Williams: um contrato entre McLaren e Nico Rosberg.

Frank Williams está delirantemente feliz, porque ele sabe que guarda a chave para a felicidade de todo mundo; ele pode trocar Rosberg por um motor Mercedes e ainda ter Nico Hulkenberg para pilotar a Williams.

O alemão Rosberg mais o motor alemão Mercedes e o novo talento alemão Hulkenberg mais outro motor alemão Mercedes é bom para os negócios e vai manter o grupo de diretores feliz.

Preferivelmente tão feliz que vão decidir continuar com a produção de motores para a F1. O que em troca faria Norbert Haug, Vijay Mallya, Frank Williams, Martin Whitmarsh e Ross Brawn de fato felizes.

Mercedes seria a feliz vencedora; eles forneceriam seus motores confiáveis a quatro equipes e teriam um piloto alemão em uma Williams-Mercedes e outro piloto alemão em uma McLaren-Mercedes.

E claro, Rosberg e Hulkenberg ficariam muito felizes com o arranjo também. E para demonstrar o quão feliz a Mercedes ficaria, Haug convidou Frank Williams e Patrick Head para a corrida de DTM em Brands Hatch semana passada.
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A cartada da Mercedes para açambarcar mais um naco da F1 em sua escalada para a dominância absoluta da categoria parece estar em curso em duas frentes: Brawn e Williams.

Há de se questionar o perigo que está por trás da dependência do novo garagista Brawn e do antigo garagista Williams em relação à gigante alemã.

Max Mosley também não deve estar gostando nada dessa movimentação, principalmente depois da saída da Honda e da BMW e do fraquejo da Toyota e da Renault, o que seria o golpe final do moribundo dirigente no que ele crê ser o maior câncer da categoria hoje: a presença das montadoras.

De todo modo, goste ou não, a Mercedes parece ser a marca mais comprometida com o esporte fora da dupla McLaren/Ferrari, e isso com relativamente pouco tempo de categoria.

Mas a maneira voraz como a montadora tem investido na F1 é algo que precisa ser pensado de forma fria. A F1 nunca esteve tão perto de se tornar uma spec series, ou seja, uma série em que os carros são todos iguais e o que difere é o piloto.

Os regulamentos são cada vez mais engessados (mesmo com o problema dos difusores) e o fato de vários carros terem o mesmo motor não ajuda na competitividade, a exemplo da presença apenas dos compostos Bridgestone calçando os bólidos.

É claro que se a F1 se fortalece com equipes pequenas (do ponto de vista financeiro -Williams) ou novas (Force India, Brawn e Red Bull) ganhando sobrevida, então aplauda-se a voracidade da Mercedes.

Mas sempre será temerário construir uma fundação sobre um pilar regido pelo dinheiro e pelo lucro puro e simples, por romântico que isso possa parecer.

Fato é que todos os olhos da F1 estão voltados para a Mercedes e para a dupla Ferrari/Alonso nas próximas semanas. Isso, claro, sem contar o caso Cingapura-08, que deve estar deixando muita gente careca nos últimos dias.