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sábado, 11 de setembro de 2010

Classificação GP da Itália: resultados reveladores

A pista de Monza é única em vários aspectos, mas o que mais diferencia o circuito do restante do calendário é sua média de velocidade muito mais alta que o comum e como as características da pista demonstram claramente que a Red Bull de fato é o melhor carro do campeonato.

Alonso pole: resultado é bom para o campeonato, mas ilusório

De nada adianta fazer uma pole-position cinco décimos mais rápida que o tempo do vice-líder do campeonato, no caso de Alonso sobre Webber, ou do líder, Hamilton, se essa pole vem em uma das pistas mais bizarras da temporada. A diferença entre o tempo de Alonso e do 10º colocado, Rubens Barrichello, foi de 1,3 segundo, um tempo relativamente grande em uma pista que tem um tempo de volta pequeno.

Como em 2009, quando Raikkonen e Fisichella brilharam em Spa, mas apenas lá, este ano Monza volta a mostrar uma distorção com o domínio da Ferrari que, na verdade, só demonstra o quanto a Red Bull é mais eficiente onde realmente importa: curvas. E, é claro, a maioria das pistas da temporada pedem domínio nesse quesito, e não em retas.

Dito tudo isso, é realmente notável a dificuldade da Red Bull de andar bem em grandes retas, quando entra em jogo a potência do motor pura e simples e pouco arrasto aerodinâmico. Mesmo assim, Mark Webber ainda conseguiu se dar bem sobre Lewis Hamilton, que embora tenha cometido um pequeno erro em sua volta rápida, tinha carro para ficar lado a lado com Massa ou Button.

Jenson, aliás, brilhou com sua opção de usar o F-Duct em detrimento de pouca asa, opção da maioria dos pilotos. O inglês foi perfeito e, a exemplo do ano passado, tem boas chances de incomodar Alonso na pole, considerando que ele largue bem da segunda colocação e não perca a posição para Felipe Massa.

A corrida vai ser toda definida na largada, pois, diferentemente de 2009, não haverá estratégias de reabastecimento para manter o mais eficiente na pista. Em Monza, sem reabastecimento, com a pequena diferença relativa entre os carros, passar na pista é ainda mais difícil. Resta segurar o fôlego e esperar uma primeira curva de lascar!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vídeo da semana

Fisichella, Spa, de arrepiar.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Vídeo da semana

Já pensou ir ao autódromo curtir os treinos e na volta, de quebra, bater um pega com Alonso e Fisichella em duas Ferraris maravilhosas?

Foi o que rolou com esse pessoal nas ruas de Melbourne, na Austrália, no fim-de-semana passado. Demais!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Os merecedores

Sato (50%), Heidfeld (40%), Petrov (22%) e Fisichella (20%) foram os pilotos mais votados pelos leitores deste blog para terem uma chance em 2010. Logo depois vieram Villeneuve, Klien, Grosjean e Anthony Davidson.

Sato: o carisma persiste

É curioso que, como no exterior, Sato parece ter um carisma especial junto a os fãs e blogueiros brasileiros de F1. Não necessariamente porque o japonês seja um exímio piloto, mas porque ele é destemido e tem sua certa dose de "loucura".

Pelo mesmo motivo Kobayashi foi bem recebido pela comunidade da F1 e assegurou seu lugar na Sauber em 2010. Só espera-se que seu fim não seja o mesmo de seus compatriotas que foram promessas, mas ficaram só nisso.

Petrov: na F1 com o dinheiro do pai

A Renault confirmou Petrov que, talvez de forma surpreendente, teve um bom número de votos mesmo sendo um piloto desconhecido por essas paragens. O contrário não pode ser dito de José Maria Lopez, o "Pechito", que, mesmo confirmado pela USF1, teve apenas um mísero voto.

Fisichella foi bem votado pelo conjunto da obra e por seu 2009 mais do que bizarro. Já Heidfeld, claro, é o grande nome da lista que vai ficar de fora da F1 este ano já que a Renault confirmou sua preferência pelo piloto ru$$o, vice-campeão da GP2 em 2009.

Petrov disse no primeiro dia de testes que só entrou na F1 com o dinheiro do pai. Segundo ele, não há nenhuma empresa por trás de seu capital, que corresponderá a incríveis 7% do orçamento total da Renault em 2010.


O autor deste blog gostaria de ver Petrov em condições de competir na F1 de igual pra igual com os outros pilotos e com seu companheiro. O russo tem substância e pode surpreender.

O negócio é ficar de olho nos testes que começam hoje e tentar concluir algo, embora vá ser uma tarefa difícil.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mercedes GP: Schumacher, Rosberg e... cadê o Heidfeld?

Embora o W01 ainda não tenha aparecido de fato (o carro do lançamento ainda é o BGP001 da Brawn, mas pintado com as novas cores), apareceram Schumacher, Rosberg, o CEO da Damiler-AG, Dieter Zetsche, Norbert Haug e Ross Brawn (ninguém falou de Nick Fry...).

Até Martin Whitmarsh e o Schumacher mais novo, Ralf, deram as caras... Um dos momentos mais esperados da temporada 2010 foi amplamente festejado, mas... onde está Nick Heidfeld?

Nas últimas semanas, o abnegado piloto alemão teve seu nome relacionado à Renault, à McLaren, à Sauber e outras equipes em menor escala, mas de repente começaram a especular sua presença como terceiro piloto no "time nacional da Alemanha", como salientou Zetsche no seu discurso de abertura.

Seu empresário deixou claro que existem negociações, mas que nada foi fechado ainda. Ocorre que Heidfeld não apareceu e nada foi dito sobre o assunto.

A situação de Quick Nick é especialmente delicada porque fala-se que o veterano alemão pede na casa dos US$ 4 milhões anuais para ceder seus serviços, e as equipes restantes precisam de grana entrando, e não saindo.

É por essa razão, além de sua discrição tanto na pista quanto no paddock, que o barbudo está sem assento. Simplesmente não mostrou a estrela necessária em 10 anos de F1 para chamar a atenção dos grandes.

Fisichella foi contratado como terceiro piloto da Ferrari, mas o italiano já teve mais do que tempo para mostrar a que veio sendo, inclusive, piloto do carro com que Alonso conquistou os campeonatos de 2005 e 2006. Além do que, é mais velho do que Heidfeld e não tinha muito mais a mostrar na carreira.

Heidfeld, por outro lado, ainda poderia tentar mostrar algo, mas se recolher ao posto de terceiro piloto de uma equipe que conta com uma promessa e com a própria lenda da F1 não é bom negócio para um piloto de F1. Para um piloto profissional, talvez, mas pra um competidor, não.

Fato é que algo deve estar emperrando as negociações. A Mercedes anunciou que deve apresentar o terceiro piloto no meio da semana. A ver!

sábado, 12 de setembro de 2009

Classificação GP da Itália: Liuzzi, incrível Liuzzi

Que a Force India está rápida com pistas de alta velocidade, todo mundo percebeu. Mas se esperavam chorar com Badoer realizando seu sonho e vibrar com Fisichella pilotando a Ferrari em Monza, os italianos mal podiam imaginar que o conterrâneo do dia seria Vitantonio Liuzzi.

Ao substituir Fisichella na Force India, esperava-se, ainda que inconscientemente, que o ex-piloto da STR tivesse dificuldades muito parecidas com as que teve Badoer e, agora, Fisi.

Mas Liuzzi mostrou algo diferente. Mostrou, talvez, que a VJM02 é um carro fácil de pilotar e o F60 difícil. Claro que são suposições, mas o fato é que o carro demonstra ser fácil de se assimilar de uma hora para outra.

A F1 e os fãs sabem que Liuzzi não é nenhum Senna e não venceu quase nada nas categorias de base. Mas o piloto foi surpreendente em sua estreia na Force India com as especificações de 2009, um carro que ele pilotou esse ano, embora muito pouco, nos testes de inverno.

Para uma comparação objetiva, no Q2, Fisichella ficou a 475 milésimos de Raikkonen. Liuzzi ficou a apenas 137 milésimos de um Sutil, que quase marcou a pole no Q3, é um piloto arrojado e muito bom, embora não muito consistente.

Veja bem, Sutil teve que ter uma Force India em boa forma para conseguir algo no campeonato, correndo na equipe há dois anos. Liuzzi, no primeiro dia de treinos no carro já praticamente andou no mesmo ritmo do companheiro.

Já Fisichella, que é um piloto experiente e rápido, foi para o F60 e foi bem mais lento que Raikkonen, sendo que tinha a vantagem de já estar correndo na F1.

Mais uma vez, fica muito claro que a tarefa de quem quer que seja pilotando a Ferrari seria hercúlea, e fica mais fácil respeitar Luca Badoer e, claro, o próprio Fisichella, pelo que fizeram e estão a fazer na equipe rossa.

É ainda mais indicativo do quanto Felipe Massa e Kimi Raikkonen são pilotos incríveis, realmente acima da média da F1, para dominar um carro que, por duas vezes seguidas, já se provou ser difícil de pilotar, acertar, andar rápido e adaptar.

Criticar é muito fácil, mas usar de dois pesos e duas medidas para fazer valer um ponto de vista é um dos erros mais primários do jornalismo e da opinião. É preciso consistência, argumentos, informações e dados para se chegar a uma conclusão.

E ainda assim, é possível estar errado.

Errada está a Ferrari em tentar tapar o Sol com a peneira e arrumar pilotos tampão para salvarem o terceiro lugar no campeonato. Pobres pilotos, que acabam seduzidos por um sonho impossível, tornando tudo um grande pesadelo.

Classificação GP da Itália: salada mista

Fisichella continua fazendo bem a Luca Badoer. Nervoso, desentrosado, saiu da pista, fez tempos ruins, enfim. Um fracasso. Tal qual ocorreu com Luca. Mas este blog não considera fracasso nenhum. Considera normal que a F1 seja tão difícil e competitiva.

Só se espera que, caso Fisico não pontue e tenha performance ruim em Cingapura (algo fácil de ocorrer), a Ferrari não resolva demiti-lo. Porque aí passaria de sonho de verão para piada, toda a história envolvendo Schumacher/Badoer/Fisichella/Kubica/Gené/Rossi, etc, etc, etc.

A BBC confirmou que McLaren vai para duas paradas e Brawn e Red Bull vão para uma. Sem saber os pesos, não dá pra dizer quem vai ter a maior vantagem, mas Barrichello tem a chance de fazer o mesmo que fez em Valência.

Para isso vai ter de largar bem e deixar Kovalainen para trás na primeira volta e acompanhar Raikkonen de perto, que deve passar Sutil, a exemplo do que fez com Fisichella em Spa.

Incrível o um segundo e três décimos que separa Hamilton, P1, e Webber, P10, em uma época na F1 que oito décimos costumam separar até 15 pilotos em algumas ocasiões.

É claro que Hamilton é o favorito, mas é bom lembrar que tanto Button quanto Barrichello fizeram seus tempos com pneus duros, enquanto Hamilton usou os macios.

Será interessante ver a estratégia de pneus das equipes e como as coisas vão desenrolar no decorrer da prova, mas é certo dizer que a Brawn está bem confiante, ainda que largando em 5º e 6º.

Quanto ao campeonato, as RBR largando atrás são ótima notícia para a Brawn, mas como fica o duelo interno? Ainda mais com estratégias praticamente iguais (provavelmente) e apenas 15 milésimos separando Jenson e Rubens no Q3...

No domigo, às 9h da manhã, a resposta.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

GP da Itália: Fisi, look how bad you are!

Fisico não vai ter tanto motivo para sorrir no GP da Itália

Com o fim dos primeiros treinos livres para o GP da Itália, no circuito de Monza (sim, houve um treino hoje, com DUAS sessões e muitas surpresas, apesar de parecer que não), Giancarlo Fisichella começa a colocar sob perspectiva todas as críticas sobre Luca Badoer.

Se um piloto que nunca parou de competir na F1 pula de um carro para outro e fica em último na tabela de tempos apenas por causa disso, imagine alguém que não corria há 10 anos e mal sabia onde ficavam os botões do carro?

Fisichella deve estar experimentando um misto de alegria, insegurança e MUITA ansiedade agora. Principalmente porque seu ex-companheiro Adrian Sutil fez o melhor tempo da segunda sessão com a Force India.

Pior ainda, o novo piloto do grid, que também mal tem tempo de pista com os novos carros, Vitantonio Liuzzi, ficou em 12º a distantes seis décimos do italiano e sua Ferrari F60.

É claro que ainda há os treinos de amanhã, a classificação e a corrida, mas para a primeira vez do Fisico na Ferrari, talvez tenha sido decepcionante para muita gente.

Como foi dito neste post, "é tempo de compreender o que significa ser piloto de F1, algo tão cobiçado, admirado, sonhado e, ao mesmo tempo, por isso mesmo, tão criticado e invejado".

Marginalizado, Luca Badoer saiu pela porta dos fundos da F1

Luca Badoer não é mau piloto como certamente também não o é Fisichella. A questão é que é MUITO DIFÍCIL pilotar um carro de F1 e Fisi está aí para provar, sem desculpas, sem delongas, sem chorumelas.

Em tempo, a quem viu Badoer com maus olhos após o italiano criticar a mídia por sua despedida sucinta da Ferrari, é bom lembrar que o piloto não culpou a mídia por seu mau desempenho, mas sim por ter sido demitido tão rapidamente.

Sua frase exata foi: "Aqueles que escrevem não entendem quanto mal podem causar. A mídia desempenhou um papel fundamental na decisão de me substituir."

O que isso quer dizer? Que Badoer precisava de tempo, como este blog já havia dito, mas a vontade de criticar e ridicularizar o piloto foi maior. Culpa da Ferrari, não dele. Talvez ele não soubesse o tamanho do desafio e descobriu da pior forma

Quer dizer também que a mesma mídia que ele criticou distorce sem dó nem piedade suas palavras. Ele nunca disse que a mídia era culpada por seus resultados, mas sim por ter ele sido demitido diante dos comentários.

Os resultados são óbvios e falam por si sós, mas quem esperava que Badoer vencesse uma corrida? A Ferrari? A mídia? Os torcedores? Ninguém na verdade. E ele fez o que dele se esperava. Foi um piloto lento, mas com bom espaço para desenvolvimento caso tempo tivesse...

Mas o fato é que Badoer deve estar um pouco aliviado hoje, pois, dependendo do andar da carruagem, pode ser que Fisichella termine seu primeiro fim de semana sob a tutela de Maranello sem nenhum pontinho no bolso.

Coisas da F1.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Caption this!

Fisi: Então, se alguém tentar me ultrapassar eu aperto este botão... hummm, hehehe!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

GP da Bélgica: tudo fora da ordem (ou não)

O que precisava ser dito sobre a corrida de Spa-Francorchamps já foi dito com propriedade pelos autores dos vários blogs cujos links você encontra ao lado direito do seu monitor.

Entretanto, algumas observações pendem maior destaque.

O feito da Force India de Fisichella, ainda que monumental em si só, retrata fielmente uma temporada que teve como tônica um novo regulamento técnico.

A Force India fez pole position e terminou em segundo pressionando a Ferrari 4 de Raikkonen pelo mesmíssimo motivo que Hamilton venceu na Hungria, Barrichello venceu na Espanha, Webber venceu na Alemanha...

A lista segue e a loucura é tanta que nas últimas seis provas, a F1 viu seis vencedores diferentes, a saber:
  • Button
  • Vettel
  • Webber
  • Hamilton
  • Barrichello
  • Raikkonen
Não é pouca coisa se se considerar que, ano passado, Massa e Hamilton venceram nada menos que 11 provas juntos de 18 possíveis, nunca permitindo uma sequencia de vencedores tão variada.

Há quem critique a imprevisibilidade do campeonato, pois consistência (após a derrocada de Button a partir da oportunista vitória na Turquia) se tornou artigo de luxo.

A falta de testes quase torna a adaptabilidade das equipes um lance de sorte, e certamente a Force India teve muita sorte, ainda que Vijay Mallya diga o contrário.

De todo modo, para os fãs, tudo se torna um grande ponto de interrogação e os méritos de equipes como a Force India, a BMW (que alcançou seu melhor resultado este ano) e a própria Brawn são constantemente colocados sob perspectiva.

Talvez, ao se observar a temporada até aqui, a única equipe que constantemente subiu, desenvolveu, buscou resultados cada vez melhores corrida após corrida foi a Ferrari.

E isso é um indicativo de duas coisas:
  • é a mais poderosa e tecnicamente apurada equipe da F1 hoje e;
  • em 2010, será muito certamente a equipe a ser batida.
Mas alguém achava o contrário?

Talvez a McLaren seja tão forte quanto, mas fato é que a temporada de 2009, por caótica que seja, mostra que quem domina os fundamentos e tem os recursos vai se manter no topo ou vai se recuperar rápida e consistentemente após um tombo.

Kimi: motivação foi sempre a mesma. O carro é que não ajudava.

Dito tudo isso, Kimi Raikkonen, sem a sombra de Felipe Massa, tem brilhado à bordo da única Ferrari competitiva de Maranello. Nas últimas três provas, o Homem de Gelo amealhou 24 pontos em 30 possíveis, com um segundo, um terceiro e um primeiro lugares.

Sozinho, Raikkonen conseguiu mais pontos que os três mais bem colocados postulantes ao título somados (20 pontos). Tivesse chegado em segundo em Valência teria feito o mesmo montante de pontos que os quatro primeiros somados (26).

Caso a Scuderia contasse com Felipe Massa no carro número 3, certamente o cenário seria ainda melhor para o time de Maranello.

Muito se falou da falta de motivação de Raikkonen, mas o fato é que, sem Massa para comparar, o finlandês parece pilotar melhor.

Entretanto, isso não é verdade.

O que mudou foi a performance do time vermelho e Raikkonen, piloto fantástico e campeão mundial, está apenas fazendo jus ao carro.

Massa foi e sempre será um adversário duríssimo para Raikkonen e é por causa do brasileiro que o finlandês não parece tão sensacional ao volante. Simplesmente porque Massa também é muito bom.

O campeonato está muito bonito e aberto. É uma pena que o caso Renault vá tomar tanto tempo dos fãs e cartolas da categoria nos próximos dias.