Mostrando postagens com marcador GP do Japão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GP do Japão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Vídeo da semana

Na sua opinião, Vettel queimou ou não a largada do GP do Japão? Avance no vídeo até 4:20, pouco antes das luzes vermelhas se apagarem.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

GP do Japão: confusa, McLaren dá adeus ao título

Ao fim do GP do Japão, Jenson Button saiu do carro nada satisfeito com a estratégia que adotou de fazer a classificação com pneus duros e fechar a prova com os macios.

Ao redor do mundo, muitos apontaram o dedo para o atual campeão mundial e afirmaram que Button voltou ao seu "velho eu" da época da Honda, em que reclamava demais do carro e punha a culpa em tudo, menos em sua própria pilotagem.

Isso porque não ficou claro se a equipe que o forçou a utilizar dessa estratégia ou se foi dele a decisão, o que em outras circunstâncias lhe gerou excelentes corridas no início do ano.

Teoricamente, as equipes dão opções ao piloto, mas a decisão final é sempre dele, de correr com um ou outro composto.

No caso do GP do Japão, a estratégia de Button era começar a corrida com o composto mais duradouro e trocar faltando de 15 a 20 voltas para o final, enquanto o resto do grid fazia o contrário.

Acontece que, embora fosse possível manter a posição na pista andando mais lento, a distância que foi aberta pelos três primeiros colocados começou a inviabilizar a estratégia de Jenson.

Além disso, o número 1 da McLaren segurou seu companheiro de equipe durante todo o primeiro stint de Hamilton com os pneus macios, quase que anulando a possibilidade dele disputar com Alonso o terceiro lugar.

Tão logo os ponteiros pararam para colocar os pneus duros, começaram a rodar mais rápido que Button com os mesmos pneus, mas mais desgastados. Certamente com a pista mais fria devido à tempestade do dia anterior, Button teve dificuldades de manter a performance dos pneus conforme esperava que faria.

Azar: Hamilton perdeu muito mais pontos que Button este ano

Isso fez com que os líderes começassem a tirar a diferença de Button bem antes de ele parar e, mesmo depois com pneus novos e um carro muito mais veloz, Button teria muitas dificuldades de passar Hamilton novamente. Deu sorte porque Lewis perdeu uma marcha e teve de ceder a posição de volta.

No fim das contas, Jenson fez uma excelente corrida, com tempos de voltas muito consistentes e a maioria veloz o suficiente para manter-lhe competitivo na corrida.

Entretanto, devido ao comportamento de cada composto na pista de Suzuka, a estratégia simplesmente foi errada, mesmo com Button fazendo tudo certo e rápido.

A frustração do campeão é compreensível, mas fato é que, caso ele estivesse na mesma estratégia que os outros pilotos, dificilmente terminaria além do quarto lugar, salvo uma largada fenomenal, o que não é do feitio de Button.

Segundo Christian Horner, Button foi usado como "boi de piranha" por sua equipe, já que quando liderou, começou a segurar Vettel e Webber como que ajudando Hamilton a chegar mais perto, mas isso é uma teoria da conspiração sem o menor sentido. Button está bem na McLaren e valendo cada centavo que lhe foi pago.

Quase que oficialmente entretanto, a dupla da McLaren se despede da disputa direta pelo campeonato e passa a depender de combinações de resultados muito improváveis, ainda que ambos os pilotos tenham se dado muito bem em Interlagos e em Abu Dhabi em anos anteriores.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vídeo da semana

Uma nova perspectiva sobre um velho acontecimento.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vídeo da semana

Em 1996, um surpreendentemente resignado Jacques Villeneuve abandona o GP do Japão devido à fuga de uma roda rebelde e sela o primeiro título de seu então companheiro Damon Hill.

Jacques foi vice-campeão em sua primeira temporada, sendo que havia vencido o campeonato americano de Indycar um ano antes, quase repetindo, ainda que inversamente, o feito de Nigel Mansell três anos antes, quando o Leão venceu a F1 em 1992 e a Indycar em 1993.

Poucos apostavam que o canadense se daria tão bem, mas o filho de Gilles venceu quatro provas no ano, fez onze pódios, sete seguidos, marcou seis pole-positions e, embora a Williams fosse realmente o melhor carro do grid por uma boa margem, não deixou Hill lhe massacrar como seria o natural para um estreante.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

GP do Japão: sem referência

Mais uma vez o campeonato de 2009 dá demonstrações de ser o mais irregular e confuso dos últimos anos. O GP do Japão foi a corrida de uma equipe só, com a Red Bull Racing dominando do início ao fim sem a menor chance para os adversários.

Enquanto algumas corridas vêem os 15 melhores pilotos sendo separados por no máximo oito décimos, na tabela das melhores voltas da corrida, Mark Webber girou um segundo mais rápido que a melhor volta de Nico Rosberg, 9º colocado.

Mas não é só isso. A diferença das melhores voltas de Vettel e Webber foi de míseros três milésimos. Webber virou 1:32.569 e Vettel 1:32.572. A partir daí, longínquos 430 milésimos atrás, se encontra a Ferrari de Kimi Raikkonen, que cravou o terceiro melhor tempo do dia.

Para fechar o absurdo, as Red Bull foram cerca de dois segundos e meio mais rápidas que os dois mais lentos, Nakajima e Buemi.

É difícil definir com clareza se é irritante ou excitante não ter a mínima noção do que faz um carro ser veloz em uma pista e lento em outra.

Para o campeonato, do ponto de vista da disputa, certamente é muito bom. Mas mais do que nunca, 2009 tem delineado a qualidade do carro em detrimento da do piloto.

Para se ter uma ideia, no primeiro GP do ano, na Austrália, Jenson Button marcou a pole position com incríveis seis décimos de diferença para o terceiro colocado, o mesmo Sebastian Vettel, com sete quilos a mais de combustível.

Ou seja, corrigido o combustível, o inglês estaria a quase um segundo de diferença do alemão, absurdamente mais rápido.

Vettel: o melhor carro e o melhor piloto... de vez em quando

É claro que, em Suzuka, Vettel teve uma performance de gala. A velocidade com que o piloto voltava a girar rápido logo depois de suas paradas é incrível. Suas voltas todas giravam em torno de 1.33:300, ou seja, apenas oito décimos de sua volta mais rápida. Ele demorava não mais que cinco voltas para restabelecer o ritmo de antes das paradas e sua consistência faria inveja ao Big Ben.

A vitória foi incontestável na feliz união do melhor piloto na pista com o carro mais acertado, mas não é como se Button tivesse ido mal.

Aliás, Button foi muito melhor que Barrichello, que explicou não estar feliz com o acerto do carro no fim-de-semana. Rubinho marcou apenas o 13º melhor giro e, nos setores da pista, só esteve entre os dez primeiros no último setor.

Já Button teve simplesmente o melhor terceiro setor de toda a prova e ocupava a quinta posição no segundo setor. Apenas o primeiro setor que custava muito ao inglês, marcando também apenas o 13º melhor tempo.

Já Webber fez um giro tão rápido que se dava ao luxo de ocupar a mesma 13ª posição no terceiro setor e ainda assim ser o mais rápido da pista, mesmo com Vettel tendo o segundo melhor tempo no primeiro e no segundo setores.

As previsões dizem que a próxima etapa em Interlagos é compatível com todos os grandes carros do grid. É boa para o KERS da McLaren e da Ferrari, é boa para a velocidade final da Brawn e sua boa aerodinâmica para curvas travadas e boa também para a Red Bull e sua performance acachapante para curvas de alta velocidade.

Se é bom para todo mundo, a ironia está em que, num campeonato onde o carro é o mais importante, o piloto vai acabar fazendo a diferença.

É impossível palpitar sobre o vencedor da próxima corrida, mas Interlagos promete ser o que Suzuka não foi: emocionante. Isso porque Interlagos está longe de ser Silverstone ou Suzuka, com curvas rápidas e estreitas onde é impossível se aproximar do carro da frente devido à velocidade e poucos pontos de freada busca.

Nesse quesito, Interlagos tem tudo para ser bem melhor e a história da pista não deixa ninguém se enganar. São Paulo vai ferver!

sábado, 3 de outubro de 2009

Classificação GP do Japão: crash test dummies

Glock: era melhor ter continuado gripado

O festival de acidentes nos treinos classificatórias para o Grande Prêmio do Japão, em Suzuka, não ocorreu por acaso.

Dos pilotos envolvidos em acidentes, apenas Mark Webber e Timo Glock já correram no lendário circuito nipônico.

Todos os outros nunca tiveram a chance de se aventurar em Suzuka, e isso diz muito da extrema dificuldade de se dominar as curvas de alta velocidade.

Buemi, Alguersuari e Kovalainen aprenderam na marra porque Suzuka é considerado um dos mais desafiadores circuitos ao lado de Spa-Francorchamps.

A pista é uma espécie de Silverstone, mas em terreno irregular, cheio de sobe e desce. É estreita na maioria do circuito e as áreas de escape são pequenas.

Alie-se a isso o tempo escasso de obtenção de setup no dilúvio de sexta-feira e está instalada a confusão.

Dada a dificuldade, é realmente impressionante a frieza com que Jenson Button e Rubens Barrichello fizeram suas voltas rápidas, tanto no Q2 quanto no Q3.

Não é uma questão de um erro apenas possa arruinar os treinos, mas sim de que o erro é algo muito mais provável nessa pista do que Monza, por exemplo.

As cenas dos dois postulantes ao título em seus cockpits concentrados antes de suas voltas lançadas é bastante interessante e demonstra uma batalha que, chegando ao seu final, se torna mais fria e calculista.

Muitos criticam Button por estar correndo pelos pontos, mas fato é que o inglês sabe que suas chances de dar espetáculo acabaram há muito tempo.

Rubens Barrichello também nunca foi visto tão sereno e confiante, mesmo com a alta probabilidade de não conseguir vencer o título.

De todo modo, uma coisa é certa: ambos os pilotos merecem estar disputando o campeonato e o troféu estará bem entregue, seja em que lado da garagem da Brawn GP for.

Que vença o melhor!

Errata: Glock já havia corrido antes em Suzuka, quando substituiu Giorgio Pantano na Jordan em 2004. O post foi corrigido.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vídeo da semana

Sensacional volta virtual em Suzuka.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Vídeo da semana

Hoje você vai assistir a um compacto da corrida de Suzuka, no Japão, em 1988, quando Ayrton Senna venceu seu primeiro campeonato em uma das performances mais arrasadoras de um piloto na F1 moderna.

No fim, há um depoimento (em inglês) de Senna falando sobre o que pensava nos últimos quilômetros da prova. Acompanhar sua narrativa ao mesmo tempo em que se assiste às imagens é algo fascinante.

A história de Senna, todo mundo já sabe, mas relembrar suas aulas de pilotagens nunca é demais. Até hoje Alain Prost deve se perguntar como aquele rapaz, que largou pessimamente e chegou a estar em 14º na primeira volta, conseguiu alcançá-lo tão rápido, passá-lo e simplesmente ser campeão.

Relembrar é viver.