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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vídeo da semana

Em 1996, um surpreendentemente resignado Jacques Villeneuve abandona o GP do Japão devido à fuga de uma roda rebelde e sela o primeiro título de seu então companheiro Damon Hill.

Jacques foi vice-campeão em sua primeira temporada, sendo que havia vencido o campeonato americano de Indycar um ano antes, quase repetindo, ainda que inversamente, o feito de Nigel Mansell três anos antes, quando o Leão venceu a F1 em 1992 e a Indycar em 1993.

Poucos apostavam que o canadense se daria tão bem, mas o filho de Gilles venceu quatro provas no ano, fez onze pódios, sete seguidos, marcou seis pole-positions e, embora a Williams fosse realmente o melhor carro do grid por uma boa margem, não deixou Hill lhe massacrar como seria o natural para um estreante.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vídeo da semana

O vídeo de hoje é um excelente opposite onboard na Williams de Damon Hill dando conta da cena imortalizada abaixo.

O ano era 1995. Na largada do GP de Mônaco, a câmera instalada na traseira do carro do piloto inglês mostra a tremenda lambança em que se meteu David Coulthard e as duas Ferraris de Jean Alesi e Gerhard Berger. Simplesmente sensacional!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vídeo da semana

Já aposentado da F1, Damon Hill demonstra a um jornalista especializado a estabilidade e a segurança de se guiar uma Mercedes AMG SL55.

Embora tivesse ao volante um campeão de F1, não foi bem segurança o que o jornalista sentiu com o elegante Hill nas curvas da pista de testes.

Impagável!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Relatos de Interlagos - parte 2

Paulo Meyge continua com os relatos de sua saga em Interlagos, cujo início você pode ler neste post.

Fala PMeyge:

Sobre minhas experiências em Interlagos, tenho mais algumas imagens interessantes para compartilhar (acredito que fotos antigas e analógicas valham mais nessa brincadeira).

Após a temporada de 1992, fiquei quatro anos ausente de Interlagos por diversas razões, mas a principal em todos os casos foi grana (exceto 1994, quando não consegui o ingresso).

1996

Voltei à pista em 1996 e tive uma agradável surpresa: o autódromo estava bem mais bem cuidado do que nas duas edições anteriores que tinha ido (1991 e 1992).

Pela primeira vez havia uma organização boa de trânsito para chegar à pista e, nessa ocasião, assisti pela segunda vez à corrida no setor G (que é o mais barato e pior na minha opinião).

A corrida foi emocionante, mas os carros sofreram uma alteração sensível desde a última vez que tinha ido. O bico de tubarão era padrão em todas as equipes com exceção da Ferrari que, naquele ano, utilizou o bico convencional.


Vale a a observação de que o modelo da Ferrari de 1996, até o meio da temporada, foi um dos carros de corrida mais belos feitos até hoje.

As rodas e pneus eram mais estreitos e os carros menores. Este padrão não mudou muito até a temporada de 2009 acredito.

A corrida de 1996 foi emocionante, em especial o pega entre Barrichello e Schumacher pelo terceiro lugar. Fiquei na primeira perna da curva do Lago, onde Villeneuve errou e abandonou, e onde Barrichello também errou e abandonou em um pega alucinante com o grande Schumi.

Uma coisa a se notar é o período de vacas magras que foram estes anos da F1 para o Brasil, entre a morte de Senna e a ida de Barrichello para a Ferrari. Em 1996, a vitória acabou ficando com o grande Damon Hill, piloto para quem eu torcia na época.

1997

Em 1997 mais uma vez voltei a Interlagos (para depois viver um jejum de 10 anos e voltar somente em 2006) e desta vez assisti à corrida no setor A (dentro dos setores economicamente viáveis, sem dúvida a melhor opção de visibilidade da pista).

Michael Schumacher

David Coulthard

Heinz-Harald Frentzen

Mika Hakkinen

Mika Salo

Ao chegar no autódromo, uma das mais agradáveis surpresas que já tive como amante de F1: o modelo da Ferrari de Schumacher de 1996 estava exposto em um estande na parte de trás da arquibancada no setor A.

Foi a primeira vez que pude chegar perto de um carro de F1, encostar nos pneus, apreciar os detalhes. Foi realmente emocionante. A corrida em si, naquele ano, foi um pouco sem graça, com uma vitória muito fácil de Villeneuve.

Mas vale a pena pelas imagens.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Todos os caminhos levam à Ferrari - Parte 2

Confirmada a ida de Alonso para a Ferrari, está na hora de colocar na mesa mais semelhanças e coincidências entre Schumacher e o espanhol. É impressionante, para não dizer assustador...

Senão, vejamos:


Schumacher inicia sua carreira em 1991, em uma equipe pequena.

Alonso inicia sua carreira em 2001, em uma equipe pequena.

Schumacher corre três temporadas com equipes pequenas e mal sucedidas e termina em quarto lugar no campeonato no seu terceiro ano.

Alonso corre três temporadas com equipes pequenas e mal sucedidas e termina em quarto lugar no campeonato no seu terceiro ano.

Em seu quarto ano como piloto de F1, Michael vence o campeonato de pilotos sob o comando de Flavio Briatore e sua equipe em um carro que venceu oito corridas no ano.

Em seu quarto ano como piloto de F1, Fernando vence o campeonato de pilotos sob o comando de Flavio Briatore e sua equipe em um carro que venceu oito corridas no ano.

Schumacher complementa seu título com outro na mesma equipe no ano seguinte e se torna o mais jovem bicampeão mundial da história da F1.

Alonso complementa seu título com outro na mesma equipe no ano seguinte e se torna o mais jovem bicampeão mundial da história da F1.

Após seu segundo título, Michael vai para uma nova e mais famosa equipe e termina em terceiro no campeonato de pilotos. O campeonato é vencido por um piloto que nunca foi campeão, Damon Hill, que passou os últimos quatro anos sendo muito bem sucedido, mas seu melhor resultado foi ficar em segundo lugar no campeonato de pilotos por duas vezes.

Após seu segundo título, Fernando vai para uma nova e mais famosa equipe e termina em terceiro no campeonato de pilotos. O campeonato é vencido por um piloto que nunca foi campeão, Kimi Raikkonen, que passou os últimos quatro anos sendo muito bem sucedido, mas seu melhor resultado foi ficar em segundo lugar no campeonato de pilotos por duas vezes.

Em sua segunda temporada consecutiva sem vencer o campeonato de pilotos, Michael se vê em controvérsias relacionadas a um acidente intencional orquestrado por sua equipe. Embora houvesse mantido todos os seus pontos e vitórias naquela temporada, sua equipe é levada a depor diante do WSMC para determinar se a desclassificação do campeonato é necessária.

Em sua segunda temporada consecutiva sem vencer o campeonato de pilotos, Fernando se vê em controvérsias relacionadas a um acidente intencional orquestrado por sua equipe. Embora houvesse mantido todos os seus pontos e vitórias naquela temporada, sua equipe é levada a depor diante do WSMC para determinar se a desclassificação do campeonato é necessária.

Schumacher fica os próximos três anos montando a equipe a seu gosto ao levar engenheiros e pessoal de sua ex-equipe, e em seu quarto ano desde que deixou a equipe de Flavio Briatore, ele vence o primeiro de cinco títulos consecutivos de pilotos com a Scuderia Ferrari.

Alonso fica os próximos três anos montando a equipe a seu gosto (Renault) ao levar engenheiros e pessoal de sua ex-equipe, e em seu quarto ano desde que foi campeão, assina com a Scuderia Ferrari...