O público presente no autódromo tem uma reação não tão revoltada quanto divertida a uma singela troca de posições entre companheiros no GP da Alemanha de 2008.
Como tudo na vida, o que importa é o contexto. E o contexto nessa ocasião era bem diferente. Tanto que, em vez de raiva, vemos sorrisos e gestos resignados.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Ordens de equipe: o veredicto popular
Trinta e seis porcento dos votos, ou mais de um terço da amostragem, considera que a Ferrari teria de ser multada e desclassificada do GP da Alemanha. Isso significaria a perda total dos pontos dos pilotos e da equipe, além de uma multa mais salgada que a imposta pela direção de prova daquele GP (US$ 100 mil).
Em segundo lugar, com 27%, vem uma pena mais branda: apenas a desclassificação, sem uma multa maior. Para esses leitores, a perda dos pontos sozinha já é punição suficiente para a Scuderia amargar um péssimo resultado, que poderia enterrar de vez seu campeonato.
A suspensão de uma ou mais corridas, uma pena considerada muito severa para uma equipe do porte da Ferrari, foi corroborada por 24% dos votantes. Há de se lembrar que a ausência da Ferrari de uma corrida é algo tão raro, se não inédito -a equipe participou de todos os campeonatos de F1 já disputados-, que causaria um furor mundial entre os fãs da categoria.
Nenhum mísero voto para uma pena pecuniária mais robusta, o que demonstra que os fãs consideram a equipe tão abastada que uma multa não vale absolutamente nada do ponto de vista da "lição" a ser dada por um malfeito na pista.
Por fim, 11% dos leitores são a favor das ordens de equipe.
Com a poeira mais baixa e o golpe acusado, é possível ver que a maioria dos insiders da F1 defende o banimento da regra que proíbe as ordens de equipe, e não das ordens em si.
Isso ocorre justamente porque é impossível banir as ordens de equipe enquanto houver comunicação entre os pilotos e seu pitwall. Houve quem sugerisse o banimento das comunicações via rádio entre piloto e equipe, mas isso sem dúvida tornaria a F1 mais perigosa, e não é isso que a maioria quer.
Há também aqueles que defendem uma visão sobre a F1 como se fosse futebol. Torceria-se pela equipe, e não pelo piloto. Há muitos que torcem dessa forma, mas a F1 é um esporte global e o primeiro elemento de identificação entre a torcida e o esporte é a nacionalidade. Além do quê, a personalidade de cada piloto é um grande chamariz para os mais diversos tipos de torcida.
Do ponto de vista do marketing, as ordens de equipe óbvias como as que ocorreram no GP da Alemanha e no GP da Áustria de 2002 são um desastre. Seria bom que uma espécie de "acordo de cavalheiros" continuasse a valer entre F1 e o torcedor. Todos sabem que o esporte não é um esporte puro, então, que as mutretas sejam feitas por baixo dos panos.
Erradicar de vez as ordens não é possível em nenhuma hipótese, mas para o bem da relação entre a F1 e o resto do mundo, as coisas tinham de ocorrer de uma forma um pouco mais dissimulada e menos arrogante. A regra contra as ordens de equipe deveria existir para que o fã sentisse que ao menos algo está sendo feito contra tais ordens.
O resultado das corridas e do campeonata nada vale sem a anuência dos fãs que ano após ano enchem os bolsos das equipes, patrocinadores, pilotos, TVs, da FOM, das cidades que abrigam as corridas, etc, etc, etc...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
GP da Alemanha: qual seria a punição adequada?
Depois da multa máxima dada pelos comissários à Ferrari de US$ 100 mil, qual seria a punição mais correta a ser imposta pelo conselho em setembro?
Na opinião deste blog, Ferrari, Alonso e Massa deveriam ser desclassificados do GP da Alemanha, ou seja, perderiam todos os pontos do campeonato de construtores e de pilotos que ganharam naquela corrida.
Desta forma, o objetivo único e principal da equipe ao dar as ordens -os pontos- não seria alcançado e a Scuderia passaria em branco. Uma multa mais pesada também não poderia ser decartada, mas ela sozinha não é suficiente para impedir que a equipe faça isso de novo
Em 2002, quando ocorreu a patuscada da Áustria, a Ferrari não recebeu punição pelas ordens em si, já que eram legais, mas apenas pela quebra de protocolo no pódio a equipe amargou um prejuízo de US$ 1 milhão, o que, há de se convir, é uma multa já mais significativa do ponto de vista financeiro.
Uma "suspended race ban" também não seria de todo má, ou seja, o banimento da equipe de uma corrida nos próximos 12 meses (ou mais) caso a ação seja repetida. É um banimento condicional (por isso se chama SUSPENDED ban).
É apenas uma forma de deixar a espada de Dâmocles sempre sobre a cabeça de Domenicali e cia. Faria com que eles pensassem duas vezes antes de destilar bobagens na pista.
E na sua opinião, qual seria a punição mais adequada para a Ferrari (se é que você a considera culpada)? Responda na enquete ao lado e dê seu parecer nos comentários.
domingo, 25 de julho de 2010
Felipe Massa: * 25 de abril de 1981 - † 25 de julho de 2010
É uma coincidência fúnebre, para ficar nos trocadilhos mortais, mas o que se viu hoje no GP da Alemanha é triste, é sem graça, é simplesmente contra o senso do esporte, da disputa limpa e justa.
Tudo isso é clichê para este e outras centenas de blogs, sites, jornais, revistas, fóruns, etc., claro. Mas o fato de ser possível testemunhar a morte de um esportista do calibre de Felipe Massa de forma tão insossa torna a F1 ainda menos colorida, menos vibrante, menos veloz.
Não cabe discutir os contratos, as circunstâncias, os companheiros de equipe, as próprias equipes... independentemente disso tudo, o dia 25 de julho viu mais um piloto brasileiro morrer abruptamente.
Talvez nem o campeonato mundial possa fazê-lo ressucitar, mas, caso haja essa possibilidade, não será na Ferrari que Felipe Massa terá sua ressurreição como esportista.
E não será também ao lado de Fernando Alonso que, de forma também coincidente, era companheiro de outro brasileiro, Nelsinho Piquet, que morreu há pouco menos de dois anos no GP da Cingapura, quando ambos corriam pela Renault.
Então, descanse em paz Felipe Massa. Não cabe aqui julgá-lo, mas cabe decretar, de forma inexorável, sua morte. É uma pena que você vá efetivamente passar desta para uma melhor só ao fim do ano que vem, quando acaba seu contrato com a Ferrari. Será um limbo e tanto.
Hoje, o Brasil todo volta a torcer para o Rubinho, que deve estar gargalhando no motorhome da Williams, nem tanto por Felipe, seu amigo, mas sim por todos os brasileiros que também o viram morrer no GP da Áustria em 2002. Nada como um dia, ou um giro, depois do outro...
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Vídeo da semana
Montoya e Raikkonen mostram do que é feito um piloto de corridas em 2002, na Alemanha.
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sábado, 11 de julho de 2009
Classificação GP da Alemanha: Webber confirma boa fase
Deu tudo certo na estratégia de Button, mas, como Nostradamus, que de vez em quando errava uma ou outra previsão, teve uma coisa que o inglês não anteviu: que Rubens iria lhe tomar a primeira fila.
Mas o principal foi feito e, se as posições se mantiverem inalteradas na largada, as chances de Vettel vencer diminuem sobremaneira.
Isso vai catapultar Webber para adiante do alemão e, de quebra, manterá Rubens na segunda posição no campeonato. Vai embolar tudo entre os dois pilotos da RBR e Barrichello, enquanto Button calmamente estenderá sua liderança um pouco mais.
São só conjecturas, mas uma coisa é inegável: foi o treino mais bacana do ano, para não dizer dos últimos anos, e a grande estrela foi de fato Rubens Barrichello, seguido de Webber.
Dessa vez, a experiência venceu a juventude em ambas as equipes. Entretanto, diferentemente de Button, este blog não vai exercer seus poderes de clarividência. Deixemos o futuro a cargo do destino (e do clima, pois a previsão de chuva existe para a corrida de Nurburging, o que pode torná-la a melhor corrida desde o GP da Bélgica de 2008. A ver).
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Treinos GP da Alemanha: Button levanta a bola de Webber
Os treinos de sexta-feira não mostraram muita coisa nova, mas a hipótese da Red Bull ser mais eficiente do que a Brawn no frio e vice-versa no calor ganhou mais argamassa hoje.
Fora Lewis Hamilton dando uma de Nico Rosberg no fim do treino da tarde, a Red Bull dominou as duas sessões, com Webber fazendo o melhor no tempo na primeira e Vettel ficando atrás de Hamilton na segunda, com Webber em quarto.
Entre eles, sempre Jenson Button. Rubens Barrichello parece que não encontrou um bom acerto ainda, segundo ele mesmo em entrevista. Ficou sempre de fora dos cinco primeiros.
Jogando com o psicológico ou não, Button afirmou hoje que Webber é seu grande adversário no GP da Alemanha. Parece uma bobagem depois do show de velocidade promovido por baby Schummy em Silverstone.
Button disse: “Acho que Mark vai ser rápido aqui (em Nurburgring). Ele tem mais experiência aqui que Sebastian. Sebastian nunca correu com um F1 aqui”.
E completou: “No que diz respeito à consistência, Webber parece mais forte. Ele é bem mais suave e parece menos imperfeito do que Sebastian”.
Com 3,5 pontos a menos que seu companheiro, Mark Webber certamente está tendo sua melhor temporada e nunca esteve tão próximo da vitória.
Além disso, o australiano tem dado espetáculo na pista com corridas em que aparece apagado, mas no fim sempre belisca pontos importantes, pressionando pilotos como Barrichello (em Silverstone) e Felipe Massa (em Monaco).
Já é sabido que a guerra de palavras antes de um confronto é uma das maiores armas dos adversários. Button é mais experiente que Webber e Vettel e sabe bem o impacto que causariam suas aspas em um noviço como o alemão, ávido por vitórias.
Vettel perdeu o GP da Turquia por um erro primário, digno de quem sente a pressão de estar entre os melhores. Nada melhor para Button que isso continuasse, além de colocar tempero fazendo com que o próprio Webber venha mais forte ainda para derrubar o jovem piloto.
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