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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vídeo da semana

No primeiro vídeo da semana de 2011, uma interessante perspectiva sobre footwork dos pilotos de F1. No caso, Pedro de la Rosa pilota a antiga Arrows na Hungria em 2000.

Bom para quem anda se matando de jogar F12010 com um volante bacana.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

GP da Hungria: testemunha ocular

Hungaroring foi testemunha de um massacre que há muito não se via. Talvez desde 1992, com a Williams "de outro mundo" que Senna tanto admirava e com a qual o "Leão" Nigel Mansell levou seu único título mundial.

No GP da Alemanha de 2009, Mark Webber teve uma largada ruim e perdeu a posição para Rubens Barrichello. Na briga até a primeira curva com Rubens, o australiano foi desleixado, jogou o carro em cima da Brawn e acabou punido com um drive-through.

Mesmo com a punição, Webber ainda foi rápido o suficiente para fechar em cima de Rubinho, destruir a estratégia de três paradas do brasileiro e vencer a folgados nove segundos de Vettel e 15 de Felipe Massa, o primeiro piloto de outra equipe que não a Red Bull.

Esta dominância foi amplificada este ano. No GP da Hungria, a RBR alcançou o maior domínio em uma corrida até agora. Para se ter uma ideia da disparidade, em 2009 algumas corridas tinham os 10 primeiros separados por no máximo sete décimos de segundo.

Em Hungaroring, pista que só não é menor que Monte Carlo, Interlagos e Montreal, a pole de Vettel era astronômicos três segundos mais rápida do que o 10º colocado, Nico Hulkenberg. Essa diferença de performance em um esporte altamente competitivo como a F1 é considerada estapafúrdia. Não à toa, os adversários estão de olho no carro dos rubrotaurinos desde o início do ano para saber se há algo de errado com ele

É bom lembrar que o fato de uma pista ser pequena relativiza a distância entre os competidores. Quanto menor a pista, menor será a distância nominal entre um e outro.

Em outras palavras, uma distância de dois segundos na Bélgica (uma pista longa) seria o mesmo que um segundo em Interlagos (uma pista curta). Então, a distância de três segundos de Vettel sobre Hulkenberg seria de mais de cinco segundos numa pista longa como Spa-Francorchamps. Sim, mais de CINCO segundos para o DÉCIMO colocado.

Mas mais do que isso, como provado ano passado e em outros anos, o verdadeiro campeão é aquele que, ao ter à sua disposição o melhor carro, amplia sua vantagem para os outros de forma exponencial. Ao contrário de Vettel, Webber, quando dominou, o fez de tal forma que a concorrência foi esmagada, atrofiada, desfigurada.

Existe um certo desânimo das outras equipes de ver a RBR tão rápida, mas é bonito de se ver uma equipe sendo elevada ao topo por um piloto que, se não é consistente, é destruidor no seu dia de rei. Mark Webber não tem quatro vitórias à toa e teria tido uma quinta na Turquia caso Vettel não tivesse jogado tudo para as cucuias.

O campeonato continua apertado por questão de detalhes, mas a verdade é que Mark Webber merece mais do que nunca levantar o troféu ao fim do ano e entrar para o panteão dos grandes. Sua união com a Red Bull finalmente lhe renderá os frutos que, talvez, nem ele acreditasse que um dia colheria.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vídeo da semana

Neste fim-de-semana, a F1 corre no tradicional circuito de Hungaroring, na Hungria.

Além de ser conhecido por ter sido palco do terrível acidente de Felipe Massa em 2009, o circuito geralmente recebe corridas chatas e modorrentas, sem muita emoção. Não deve ser diferente em 2010, mas em 1995 um bizarro acidente foi visto nas curvas do traçado.

Geralmente o vídeo da semana do Splash-and-go vai buscar cenas não muito divulgadas na TV e que, com o advento do YouTube, ganharam o mundo. Mas hoje o vídeo escolhido é mais um pretexto para postar uma foto sensacional do que pelo seu próprio valor.

É sempe bacana, depois de anos vendo imagens de um mesmo acontecimento de um ângulo "oficial", vir a saber que existem ângulos novos muito pouco divulgados. Dá um ar de novidade ao acontecimento em si, já empoeirado com o passar dos anos.

Em 1995, Takachiho "Taki" Inoue, considerado por muitos um dos piores pilotos que já passou pela categoria, fazia uma temporada mais do que apagada pela extinta Footwork. No GP da Hungria daquele ano, o carro de Inoue teve um problema na corrida, o que fez com que o japonês abandonasse.

O carro saía muita fumaça e houve um princípio de incêndio. O piloto, desesperado, correu até o guard-rail para pegar um extintor já na presença de alguns fiscais de pista. Ao voltar, o inesperado: o carro de resgate dirigido por um dos fiscais atropela Inoue que, sem entender o que aconteceu, vai ao chão com muita dor em uma cena tão hilária quanto lamentável.

O vídeo:



E as fotos, sensacionais:

terça-feira, 28 de julho de 2009

GP da Hungria: simulação do acidente de Massa em 3D - parte 2

Mais um vídeo caprichado em 3D do acidente de Massa, agora mostrando desde o momento em que a mola se desprende da Brawn de Barrichello até o impacto com a Ferrari número 3 de Felipe.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

GP da Hungria: simulação do acidente de Massa em 3D

É apenas uma suposição baseada nas imagens onboard do carro de Felipe Massa, mas, mesmo assim, é assustador, não só a forma como foi como a forma como poderia ter sido.

GP da Hungria: os pneus... sempre eles

Quem ainda não acha que tire management é o ponto-chave para as equipes na temporada 2009 de F1 deve rever seus conceitos.

O GP da Hungria de F1 mostrou algumas coisas bastante inusitadas, mas, é bom lembrar, não permitiu concluir nada. Foi praticamente um treino de sexta-feira.

Sabe-se que a Renault vem evoluindo corrida a corrida. Talvez não como ano passado, mas Alonso nunca esteve tão pronto para dar o bote.

Sabe-se que a Ferrari está muito próxima da vitória, embora tenha sofrido um duro golpe com a ausência de Felipe Massa na corrida e no restante do ano.

Sabe-se que a McLaren chegou à vitória, mas seria a mesma coisa com Felipe Massa na pista? Seria a mesma coisa com Vettel atrás (ou à frente) de Hamilton? Enfim, seria?

E a Brawn? O que se sabe sobre a equipe branca?

Um curioso dado da corrida de Hungaroring mostra uma equipe que, pela primeira vez, andou mais nos pneus mais duros que nos mais macios.

Ainda que o intervalo dos pneus tenha sido o simples, ao contrário do duplo de outras corridas, Jenson Button foi um segundo mais rápido por volta no stint em que usou os pneus mais duros do dia.

O interessante é que, pouco antes de seu primeiro pit-stop, o inglês reclamou muito do carro e do graining nos pneus, ao que a equipe lhe indagou com quais compostos queria que seu carro fosse calçado.

Sem titubear, Button respondeu “option” (o “apelido” dos pneus mais moles do dia em qualquer corrida). Pior, o stint era longo e ele e a equipe já sabiam que os pneus iriam se degradar rapidamente.

Na sua segunda parada, Button finalmente calçou o carro com os pneus mais duros, até para seguir a regra de alternar pelo menos uma vez os compostos durante a prova.

Com isso, andou um segundo inteiro mais rápido que nas 10 melhores voltas dos stints anteriores na média dos tempos, conforme a tabela a seguir:

Para um panorama ainda mais claro sobre o quão importante tire management é este ano, das oito melhores voltas da corrida, apenas duas –de Hamilton e Webber– tinham carros com os pneus moles.

Que não se iluda quem pensa que apenas o túnel de vento e grana resolvem os problemas das equipes.

Com o banimento dos testes, a interação entre chassi e pneu na pista fica para ser avaliada apenas nos treinos de sexta e sábado... e isso pode ser traiçoeiro.

Jenson Button saiu sorrindo dos treinos de sexta-feira por achar que o carro estava se comportando bem na temperatura húngara, mas descobriu da pior forma que tudo ia dar errado... quando nada mais dava tempo de dar certo.

Está na hora de Ross Brawn usar seu gênio estrategista e compensar a queda de desempenho da Bran com táticas inteligentes e eficientes que diminuam os danos causados pelas Red Bull à liderança de Button, coisa que não tem sido feita.

O campeonato está em aberto. E, assim como Button, Mark Webber não está muito afim de desperdiçar aquela que talvez seja sua única chance de levar um título mundial.

Só resta agora aguardar... e torcer por Felipe Massa. Será a maior mancha do campeonato e uma tremenda pena acabar com a recuperação e a evolução do piloto brasileiro, que prometia dar muita dor de cabeça não só a Raikkonnen, como também a seu arquirrival Lewis Hamilton e, claro, às Red Bull e à Brawn.

Forza, Felipe!

sábado, 25 de julho de 2009

Classificação GP da Hungria: a arma do crime

Fontes sugerem que a peça que acertou Massa, proveniente do carro de Barrichello, seria a mola apontada pelo número 1 nesta foto abaixo:

Fonte: http://www.f1technical.net/forum/viewtopic.php?f=6&t=6617

Ross Brawn afirmou agora há pouco para o site Autosport que a peça pesa impressionantes 800 gramas.

Dá pra imaginar o estrago que faria ao piloto caso tivesse acertado em cheio no meio do visor?

Felipe Massa nasceu de novo. E a F1 lembra mais uma vez porque o automobilismo é um esporte tão perigoso.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Vídeo da semana

Toda quarta-feira este blog vai trazer para você um vídeo, uma foto, uma curiosidade, um momento, enfim, um pedaço da história tanto da Fórmula 1 moderna quanto da clássica.

Este primeiro vídeo mostra uma das mais memoráveis performances de Nigel Mansell, o "Leão" britânico.

Em meados de 1988, Mansell assinou contrato com a Ferrari para correr em 1989 e teve a honra de ser o último piloto pessoalmente selecionado pelo fundador da Scuderia, Enzo Ferrari, antes de sua morte em agosto daquele ano. Era comum que Enzo participasse pessoalmente da seleção de seus pilotos.

Embora tenha terminado o campeonato de 1989 em quarto lugar e sofrido com problemas mecânicos por causa do novo câmbio semiautomático introduzido pela Ferrari, Mansell conseguiu duas vitórias, a primeira na abertura do campeonato, no GP do Brasil (na época no circuito carioca de Jacarepaguá) e a segunda no GP da Hungria,
em Hungaroring.

Mansell largou num absurdo 12º lugar e ninguém poderia esperar que o piloto inglês conseguiria algo, já que na pista estavam o então campeão Ayrton Senna e Alain Prost, ambos na dominante McLaren-Honda, que havia ganhado 15 das 16 corridas de 1988, ano do primeiro campeonato de Senna.

O Leão partiu pra cima e foi ultrapassando um a um, coroando a vitória com uma ultrapassagem final antológica sobre Ayrton Senna, que acabou chegando na segunda posição. Mais de 25 segundos separavam o britânico do campeão brasileiro em cerca de 20 voltas, algo inimaginável pela distância de performance entre McLaren e Ferrari.

E é um compacto dessa corrida que você vai conferir agora... de um tempo em que o piloto fazia MUITA diferença.