terça-feira, 18 de maio de 2010

GP de Mônaco: Barrichello e o volante

No exterior, foi e está sendo muito mais falado que no Brasil o episódio em que Barrichello simplesmente joga seu volante para fora do carro após o forte acidente que teve na subida da Beau Rivage entrando na Massanet, em Mônaco.

A opinião quase unânime é de que o brasileiro tinha de ser punido. Nada justifica atirar o volante para fora do cockpit e em acidentes muito mais graves e traumatizantes, pilotos calmamente colocaram de volta seus volantes, conforme reza a regra.

O artigo 30.5 do regulamento diz que "O piloto que abandona o carro deve deixá-lo em ponto morto ou desengatado, com o KERS desativado e o volante colocado no lugar". Barrichello claramente não fez isso, conforme pode ser visto no vídeo abaixo.



No Twitter, Rubens disse que jogou o volante porque queria sair rápido do carro, mas conhecendo o temperamento do piloto e também sua atitude, o que se percebe é um piloto frustrado e com raiva do que acabou de acontecer, talvez um pouco desorientado pelo forte impacto em duas partes da pista, e que simplesmente joga longe o volante, que é inclusive interceptado pela Hispania de Karun Chandhok e de Bruno Senna mais adiante.

Fora as óbvias consequencias de um objeto desses sob o assoalho de um carro de F1 a menos de cinco centímetros do chão, o fato é que Rubens fez o que fez sim por raiva e frustração. Se não, observe esse vídeo de uma batida entre ele e Mark Blundell em 1995.



Da mesmíssima forma, Rubens desta feita nem joga o volante, mas o isola num claro ato de frustração, sem nenhum impacto aparente do carro em nada sólido ou mesmo uma situação iminente de perigo. Se se analisar com base nos precendentes, Barrichello é culpado do mesmo jeito.

A punição em si é irrelevante, pois mesmo que haja uma multa, o próprio volante já custa mais de 30 mil dólares e, incrivelmente, segundo Chandhok no Twitter, está funcionando normalmente, se não com alguns arranhões e botões arrancados.

Mas o ato de punir neste caso teria de ser levado a cabo, pois regras são regras e precedentes são sempre perigosos para a idoneidade do esporte.

4 comentários:

Ron Groo disse...

Todos sabem que eu não gosto do Barrichello, mas ele deu uma explicação muito boa pra coisa.

Ficou apavorado de estar de frente pro trafego em uma curva cega. O que mais ele queria era sair do carro o mais rápido possível e nestas condições a ultima coisa que ele, ou qualquer outro, vai pensar é o que fazer com o volante...

Por infelicidade, o Hispânia levou o treco...

Desta vez o 1B ta inocente.

Daniel Gomes disse...

Inacreditável vc defendê-lo. Haha!

Acho tudo balela e o Rubinho deu foi desculpa pra fugir do pau, pq ele nunca iria admitir que estava puto e jogou longe o volante por causa disso. Ele não PRECISAVA jogar o volante longe pra sair do carro.

Ridson de Araújo disse...

Daniel, embora seja reconhecido que eu torça por Rubinho, eu inicialmente pensei a mesma coisa que vc. Mereceria a punição..


Mas quando vi o vídeo de novo, mais lento, percebi a cinestesia da coisa> Rubens não atira para fora, com a força ou o movimento de raiva... Joga o volante a alguns centímetros do volante, que quica pela inclinação e ângulo da queda, e aí bate em Chandhok... e em seguida, assim que da a menor oportunidade, sai correndo sem pensar duas vezes.

Se fosse em uma posição menos perigosa, aí sim teria tempo de Rubens ter posto o volante pelo menos dentro do cockpit, sem po-lo no encaixe certo...Isso demanda alguns preciosos segundos. Estar no meio da pista não era nada bom.


. Eu acho que ele mereceria uma advertência, uma multa até. Um carão de Frank Williams pelo desperdício de dinheiro. Agora, acho muito exagero julgar o cara nessa posição.

De qualquer forma, veja o post no blog do Ico sobre o mesmo fato.

Daniel Gomes disse...

Ridson, eu vi e não concordo. Pensei muito sobre o assunto vi a imagem várias vezes.

Realmente acho que ele tava meio puto e agiu sem pensar. Mas não vai admitir isso nunca.