Jenson Button ensina a um repórter de TV os truques de se pilotar bem em Silverstone a bordo de um Honda S2000 e de um protótipo híbrido impulsionado tanto por gasolina como por eletricidade.
O vídeo foi feito em 2007, na época em que a Honda desistiu dos patrocinadores e fez um carro de F1 politicamente correto, com imagens do planeta Terra na carenagem (embora gastasse o mesmo tanto de gasolina para andar).
Entre outros assuntos, Button conta que -pasmém!- tomou bomba no seu primeiro teste de direção.
Diversão garantida!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Relatos de Interlagos - parte 2
Paulo Meyge continua com os relatos de sua saga em Interlagos, cujo início você pode ler neste post.
Fala PMeyge:
Sobre minhas experiências em Interlagos, tenho mais algumas imagens interessantes para compartilhar (acredito que fotos antigas e analógicas valham mais nessa brincadeira).
Após a temporada de 1992, fiquei quatro anos ausente de Interlagos por diversas razões, mas a principal em todos os casos foi grana (exceto 1994, quando não consegui o ingresso).
1996
Voltei à pista em 1996 e tive uma agradável surpresa: o autódromo estava bem mais bem cuidado do que nas duas edições anteriores que tinha ido (1991 e 1992).
Pela primeira vez havia uma organização boa de trânsito para chegar à pista e, nessa ocasião, assisti pela segunda vez à corrida no setor G (que é o mais barato e pior na minha opinião).
A corrida foi emocionante, mas os carros sofreram uma alteração sensível desde a última vez que tinha ido. O bico de tubarão era padrão em todas as equipes com exceção da Ferrari que, naquele ano, utilizou o bico convencional.
Vale a a observação de que o modelo da Ferrari de 1996, até o meio da temporada, foi um dos carros de corrida mais belos feitos até hoje.
As rodas e pneus eram mais estreitos e os carros menores. Este padrão não mudou muito até a temporada de 2009 acredito.
A corrida de 1996 foi emocionante, em especial o pega entre Barrichello e Schumacher pelo terceiro lugar. Fiquei na primeira perna da curva do Lago, onde Villeneuve errou e abandonou, e onde Barrichello também errou e abandonou em um pega alucinante com o grande Schumi.
Uma coisa a se notar é o período de vacas magras que foram estes anos da F1 para o Brasil, entre a morte de Senna e a ida de Barrichello para a Ferrari. Em 1996, a vitória acabou ficando com o grande Damon Hill, piloto para quem eu torcia na época.
1997
Em 1997 mais uma vez voltei a Interlagos (para depois viver um jejum de 10 anos e voltar somente em 2006) e desta vez assisti à corrida no setor A (dentro dos setores economicamente viáveis, sem dúvida a melhor opção de visibilidade da pista).
Ao chegar no autódromo, uma das mais agradáveis surpresas que já tive como amante de F1: o modelo da Ferrari de Schumacher de 1996 estava exposto em um estande na parte de trás da arquibancada no setor A.
Foi a primeira vez que pude chegar perto de um carro de F1, encostar nos pneus, apreciar os detalhes. Foi realmente emocionante. A corrida em si, naquele ano, foi um pouco sem graça, com uma vitória muito fácil de Villeneuve.
Mas vale a pena pelas imagens.
Fala PMeyge:
Sobre minhas experiências em Interlagos, tenho mais algumas imagens interessantes para compartilhar (acredito que fotos antigas e analógicas valham mais nessa brincadeira).
Após a temporada de 1992, fiquei quatro anos ausente de Interlagos por diversas razões, mas a principal em todos os casos foi grana (exceto 1994, quando não consegui o ingresso).
1996
Voltei à pista em 1996 e tive uma agradável surpresa: o autódromo estava bem mais bem cuidado do que nas duas edições anteriores que tinha ido (1991 e 1992).
Pela primeira vez havia uma organização boa de trânsito para chegar à pista e, nessa ocasião, assisti pela segunda vez à corrida no setor G (que é o mais barato e pior na minha opinião).
A corrida foi emocionante, mas os carros sofreram uma alteração sensível desde a última vez que tinha ido. O bico de tubarão era padrão em todas as equipes com exceção da Ferrari que, naquele ano, utilizou o bico convencional.
Vale a a observação de que o modelo da Ferrari de 1996, até o meio da temporada, foi um dos carros de corrida mais belos feitos até hoje.
As rodas e pneus eram mais estreitos e os carros menores. Este padrão não mudou muito até a temporada de 2009 acredito.
A corrida de 1996 foi emocionante, em especial o pega entre Barrichello e Schumacher pelo terceiro lugar. Fiquei na primeira perna da curva do Lago, onde Villeneuve errou e abandonou, e onde Barrichello também errou e abandonou em um pega alucinante com o grande Schumi.
Uma coisa a se notar é o período de vacas magras que foram estes anos da F1 para o Brasil, entre a morte de Senna e a ida de Barrichello para a Ferrari. Em 1996, a vitória acabou ficando com o grande Damon Hill, piloto para quem eu torcia na época.
1997
Em 1997 mais uma vez voltei a Interlagos (para depois viver um jejum de 10 anos e voltar somente em 2006) e desta vez assisti à corrida no setor A (dentro dos setores economicamente viáveis, sem dúvida a melhor opção de visibilidade da pista).
Ao chegar no autódromo, uma das mais agradáveis surpresas que já tive como amante de F1: o modelo da Ferrari de Schumacher de 1996 estava exposto em um estande na parte de trás da arquibancada no setor A.
Mas vale a pena pelas imagens.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Caption this!
domingo, 18 de outubro de 2009
Jenson Button: Campeão Mundial de F1 2009
Jenson Button produziu hoje uma daquelas pilotagens que dificilmente são esquecidas.
Se ano passado Lewis Hamilton levou a taça, mas não sem antes colocar uma colônia inteira de pulgas atrás da orelha de todo mundo, este ano Button fez o contrário.
O piloto da Brawn #22 foi incrível, rápido, convincente, agressivo, seguro, enfim. Todos os adjetivos que cabem a um campeão podem ser usados para descrever Jenson.
A comparação entre Hamilton e Button cabe apenas ao GP de Interlagos, claro. O GP que decidiu o campeonato tanto ano passado como este.
Mas Button foi determinado para não correr o risco de colocar tudo a perder em Abu Dhabi. E fez certo. E fez bem.
E a sorte deu uma mão danada pro inglês. Como Rubinho cansou de dizer este fim de semana, "só se tem sorte quando se trabalha".
Hoje Button trabalhou muito. Trabalhou demais. Arregaçou as mangas e meteu a mão na massa. E, claro, a sorte veio faceira, sorridente, feliz de abraçar quem fez por merecer.
Hoje não cabe análise de tempo de volta, de pit-stop, de stints, estratégia de pneus ou penalidades.
Hoje cabe apenas parabenizar à Brawn GP e Jenson Button pelo irrepreensível campeonato. Irrepreensível porque não interessa em que ponto do certame a Brawn foi dominante. O que importa é que no somatório, a constância foi premiada.
E, claro, não dá pra não parabenizar Rubens Barrichello, que mais uma vez se mostrou um ativo magnífico para a equipe da qual faz parte.
Sem ele, a Brawn GP certamente teria muito mais dificuldade para ganhar o título. Quiçá a possibilidade de vencê-lo diante da Red Bull. Mas Rubens é assunto para outro post.
Hoje é dia de Jenson Alexander Lyons Button, 29 anos, piloto da Brawn GP e Campeão Mundial de F1 2009.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
GP do Brasil: treinos elucidativos
Vêm fortes para a classificação Vettel, Webber, Barrichello, Button, Trulli, Hamilton e Kovalainen.
A pole pode cair no colo de qualquer um desses pilotos.
Entretanto, a corrida vai ser um universo à parte. Flávio Gomes notou no Twitter aqui que muitos, inclusive o autor deste blog, destacaram o quão próximos os pilotos estão entre si, com apenas nove décimos separando o primeiro do vigésimo.
Mas o jornalista contrapôes esta informação aqui dizendo que Interlagos é uma das pistas mais curtas do calendário e, proporcionalmente ao tempo de volta, a diferença entre os pilotos é normal.
Tem lógica a afirmação de Gomes, mas não deixa de ser um indicativo de que a corrida de fato vai ser muito disputada, nos mínimos detalhes.
James Allen notou que os pneus macios, claramente muito mais rápidos que os duros nos treinos de hoje, estavam sofrendo graining em stints maiores.
Isso significa que os pilotos vão ter que ser inteligentes no gerenciamento dos pneus, principalmente se não chover.
Rubinho passou mais de uma hora da segunda sessão de treinos fazendo stints com o composto mais duro e, por causa disso, se manteve sempre na rabeira da tabela.
Foi só trocá-los pelos macios faltando 10 minutos, para poder simular a classificação, que fez o terceiro tempo, em apenas duas ou três tentativas.
A questão é que, aparentemente, as Brawn não se comportaram muito bem com pneus duros e tanque cheio, mas esse é o problema de não saber os programas que os outros carros estão seguindo. Neste caso, não dá pra saber se a média das voltas do brasileiro está de acordo com as médias dos outros pilotos.
A diferença brutal entre pneus duros e macios vai ser o fator determinante no domingo para o desenrolar da corrida. Inteligência e regularidade vão ser os segredos para a busca da vitória, sempre lembrando que isso ocorrerá caso não chova.
Se chover, aí é outra história...
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Massa x Alonso: a onça é brava e a vara é curta
Depois do bafafá causado pelos comentários de Felipe Massa em almoço com jornalistas brasileiros, a mídia internacional correu para cutucar Alonso nesta quinta-feira.
Ao contrário do que alguém poderia esperar, Alonso foi absolutamente diplomático e cordial. Na verdade, ficou a sensação de que o espanhol conversou com a cúpula da Ferrari antes de se manifestar.
Em entrevista publicada hoje pelo site Autosport, Alonso negou que a guerra tenha começado entre ele e o brasileiro. "Para começo de conversa, eu não sei o que é verdade ou não. Talvez tenha sido um mal entendido com o Felipe ou a mídia, enfim. Depois ele disse outra coisa. Não é importante para mim e não me preocupei muito".
Alonso disse que a Ferrari é uma família e que, na equipe, "o grupo é mais importante que o indivíduo". É, Barrichello sabe muito bem disso. Será que Massa sabe?
Perguntado se ia falar com Felipe no fim de semana, Alonso disse que, se falarem, não será sobre este assunto. E bancou o humilde. "Ele está há três ou quatro anos na Ferrari. Preciso aprender e pegar essa experiência que ele tem no início para me adaptar um pouco mais rápido se for possível", argumentou.
No geral, Alonso foi irretocável em sua entrevista e demonstra estar muito tranquilo, tanto no tocante ao Crashgate quanto à sua ida a Maranello em 2010.
Ao contrário do que anda se falando, Felipe Massa não está com a "batata assando", mas certamente está muito ansioso para marcar seu território e voltar ao volante da Ferrari.
O que vai ditar o seu rumo dentro da Scuderia certamente será o sucesso (ou a falta dele) de Alonso e como o brasileiro vai lidar com os chiliques do espanhol ano que vem.
A vantagem é que tudo pode ser resolvido na pista. Resta saber quem é o melhor e o mais rápido. A partir daí, as máscaras cairão rapidamente.
Raikkonen: querido preterido
A história que custa a encaixar é a da dispensa de Kimi Raikkonen por Maranello.
Há vários cenários para justificar o encerramento precoce do contrato de Kimi com a Scuderia, mas nenhum deles é realmente compreensível do ponto de vista lógico.
Não existe em nenhuma esfera premonitória a garantia de que Fernando Alonso vai trazer à Ferrari o que dizem que vai trazer.
No limite, é possível dizer que Alonso vai trazer controvérsias, como trouxe a todos os times em que correu.
Raikkonen, por outro lado, trouxe o primeiro e único título de pilotos que a Ferrari venceu depois da era Schumacher.
Embora frio e distante, o piloto nunca entrou em polêmicas dentro da F1. Sua preferência por uma boa vodca e rally nunca foi segredo e tampouco atrapalhou seu desempenho na pista.
É claro que Raikkonen ficou triste e chateado por ser preterido por Alonso. Isso não faz bem ao ego de nenhum piloto, por mais finlandês seja.
A questão é que Kimi deu azar e o timing das coisas não ocorreu para seu benefício. A Ferrari fez uma bomba de carro em 2009 e o finlandês não se deu bem com o F60 no início do ano. Entretanto, quando o piloto começava sua ascensão, Felipe Massa sofreu seu acidente.
E foi nesse momento que a Ferrari mostrou claramente que não queria mais Raikkonen na sua folha de pagamento. Aproveitando-se do mal momento da equipe no ano, Domenicali falou que não mais investiriam no desenvolvimento do carro para o resto da temporada.
Foi o último golpe para Kimi Raikkonen.
Disse Domenicali: "eu considero Raikkonen, em todos os sentidos, no mesmo nível de Fernando, Felipe, Lewis. Então, por que mudar? Porque tenho certeza que nossa equipe, a Ferrari, necessita de um homem parecido com Schumi no trato com a equipe.
Kimi é muito rápido, muito competitivo, mas também muito fechado, introvertido. Não é uma limitação ou defeito: é o seu temperamento. Com um carro vencedor ele é perfeito. Com um carro para desenvolver e uma equipe para liderar, eu acredito que Alonso é superior. Eu expliquei isso para Raikkonen: ele não ficou feliz, mas entendeu."
É muito difícil entender o que Domenicali quis dizer com isso, pois, segundo várias fontes, Felipe Massa, para todos os efeitos, é a liderança que a Ferrari precisa. Com dois líderes casca-grossa, temperamentais, competitivos e desbocados, o que vai ser da equipe?
A lógica seria trocar Alonso por Massa, e não Raikkonen. Massa sofreu um acidente, havia dúvidas sobre sua recuperação plena (principalmente nas semanas após o acidente), é desbocado, impetuoso e competitivo.
Já Raikkonen é o campeão mundial da equipe, é rápido, preciso, introvertido e, em linhas gerais, fácil de lidar. Se a equipe precisava de um líder, que chamasse Alonso e apenas desse o carro para Kimi pilotar. É o que ele faz melhor. E a equipe veria os resultados vindo como nunca.
Kimi Raikkonen não tem pressa, pois sabe que seu passe vale ouro. Por ele, a Ferrari seria sua equipe em 2010 e ele poderia encerrar sua carreira por lá, quem sabe com um bicampeoanto.
Agora, embora ele diga que não, permanecer na F1 é uma questão de honra. E, avaliando suas opções, a McLaren é a única que pode fazer frente à Ferrari e sua explosiva dupla ano que vem.
Mas isso, só o futuro dirá.
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