Maravilhoso vídeo de Jean Alesi domando sua nervosa Tyrrell nas ruas de Mônaco em 1990.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
GP da Turquia: loucura, loucura, loucura...
Mark Webber nunca impressionou ninguém, mas a terceira pole seguida e a vitória garantida (até o menino alemão começar a fazer birra) agora realmente coloca o australiano a caminho do título mundial da F1 em 2010.
Guardadas as proporções, o que Webber faz hoje é o que Button fez em 2009, mas a diferença é que a Red Bull é muito melhor, mas até então muito mais propensa a quebras que a super confiável Brawn GP.
Não há o que discutir. Independentemente das “ordens de equipe” que, aliás, quase causaram um estrago também na corrida da McLaren, o fato é que Vettel errou, perdeu a cabeça, quis passar onde não dava e, o pior, subestimou Webber.
E é por causa disso que agora o Splash-and-go espera e torce para que Mark Webber trucide Vettel a partir de agora em todas as classificações e corridas que estão por vir. É necessário que o menino aprenda com o homem.
É claro que Vettel levou uma bordoada da assessoria de imprensa logo após a corrida, mas a forma como Horner, Newey e cia. ficaram dando beijinhos e abraços em Vettel após a prova diz muito sobre seu status dentro da Red Bull.
Foi dito inclusive que Horner e Helmut Marko, braço direito do dono da gigante austríaca, Dietrich Mateschitz, afirmaram categoricamente que a responsabilidade era de Webber. É o início do fim da harmonia à equipe que dá asas à tudo.
Segundo Marko, “Ele [Vettel] já estava na frente, pelo menos dois metros na frente, e havia uma curva à esquerda se aproximando, então ele precisava fazer a tomada. Ele não pode frear na sujeira porque com certeza ele sabe o que acontece”.
Marko disse ainda que Mateschitz não estava “feliz” com o que aconteceu. Bom, é de se esperar que não, mas se continuar assim, a Red Bull dará asas aos títulos certos, que irão repousar faceiros no colo da McLaren, com Button (a preferência deste blog) ou Hamilton.
Incrível...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
Como funciona Mark Webber?
O primeiro aspecto
Em 2009, a Red Bull se tornou rapidamente o carro a ser batido na temporada. Fora duas vitórias suadas de Barrichello em uma Brawn que já não era mais o melhor carro, a redentora vitória de Raikkonen em Spa e as duas grandes pilotagens de Hamilton (incluindo uma vitória acachapante na Hungria), a Red Bull venceu seis corridas no ano, cinco do meio do campeonato para frente, sendo que duas foram com Webber e três com Vettel.
Em um carro como esse, Webber deveria ter feito mais do que fez. Ele não se tornou melhor piloto esse ano em relação ao ano passado. Com o RB5, ficou atrás de Barrichello no campeonato enquanto Vettel só perdeu o título por detalhes, mas nunca por falta de velocidade no bólido da RBR. Em linhas gerais, o campeonato de Webber foi tremendamente inconsistente e o piloto pouco fez quando largava do meio do pilotão, descapitalizando para a Red Bull em momentos importantes.
O segundo aspecto
Em 2010, Webber sobrou em suas vitórias. Até demais. E em 2009 também, quando venceu na Alemanha e no Brasil. Em Interlagos, perdeu a pole porque Rubinho quis dar show para a torcida, mas uma vez que pegou a liderança após a primeira parada, venceu confortavelmente adiante de Kubica e Hamilton. Na Alemanha, nem um stop & go impediu Webber de destruir Rubens Barrichello e a Brawn GP.
Nos GPs da Espanha e de Mônaco, não deu outra. Com um carro por vezes mais de um segundo mais rápido que os das outras equipes, Webber pilotou impecavelmente, destruiu a concorrência, não deu chance a ninguém. O diferencial dessas duas provas foi que ele bateu Vettel também com muita facilidade. O alemão parecia longe de sua forma e mesmo em território notadamente seu, a classificação, Vettel foi trucidado por Webber.
Um detalhe une as quatro vitórias de Webber: um carro MUITO mais veloz que os outros, inclusive do seu companheiro de equipe. Tanto é que a Red Bull afirmou que Vettel correu com um chassi avariado nas duas corridas em que Webber levou o troféu. Se é verdade ou não, não dá pra saber, mas é um comunicado oficial do time.
Como avaliar corretamente um piloto que só vence em um carro distintamente melhor? Quando a concorrência não assusta, não reage, não faz cócegas? Ano passado Button se deu mal em corridas em que a Brawn não esteve bem, ao contrário de Barrichello, mas este ano o atual campeão mundial se redimiu com excelentes pilotagens e decisões acertadas saindo do meio do pelotão nem sempre com o carro mais rápido.
Já Webber parece realmente funcionar apenas com um carro perfeito, tipo a Williams de outro mundo de 1992. Dê ao australiano a perfeição e ele responde a contento. Dê a ele um pé-de-boi e ele retoma suas origens de piloto medíocre com pouquíssimos bons resultados em carros medianos.
Aos 33 anos o australiano tem a chance de mostrar em 2010 que pode quebrar os paradigmas e se tornar um piloto consistente e, claro, por que não, campeão do mundo, inaugurando a prateleira da Red Bull de campeonato de pilotos.
Acontece que, até agora, em seis corridas, embora líder do campeonato, Webber não demonstrou que consegue manter seu nível de excelência do meio do pilotão para trás.
Tudo vai depender então de quantas vezes a RBR e Adrian Newey vão conseguir colocá-lo na primeira fila. Se McLaren ou Ferrari quebrarem esse protocolo nas próximas provas, é provável que Vettel continue sendo a estrela inconteste da equipe, o cara que destroi o companheiro, enfim, o primeiro piloto.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Vídeo da semana
Ainda no ritmo do GP de Mônaco, um vídeo interessantíssimo, muito bonito e curioso de Patrick Depailler pilotando o bizarro P34 da Tyrrell nas ruas do principado.
Repare na estranha posição da câmera onboard, nas imagens de Mônaco há mais de 30 anos e também no fato de o carro estar sem a carenagem (na foto acima, toda a parte branca do carro), expondo o corpo do piloto praticamente inteiro.
É possível ver o trabalho de mudança de marchas e também o footwork de Depailler no acelerador, embreagem e freio. Um vídeo para se valorizar a arte de se pilotar nas ruas de Monte Carlo em alta velocidade.
Marcadores:
Depailler,
GP de Mônaco,
Tyrrell,
Vídeo da Semana
terça-feira, 18 de maio de 2010
GP de Mônaco: Barrichello e o volante
No exterior, foi e está sendo muito mais falado que no Brasil o episódio em que Barrichello simplesmente joga seu volante para fora do carro após o forte acidente que teve na subida da Beau Rivage entrando na Massanet, em Mônaco.
A opinião quase unânime é de que o brasileiro tinha de ser punido. Nada justifica atirar o volante para fora do cockpit e em acidentes muito mais graves e traumatizantes, pilotos calmamente colocaram de volta seus volantes, conforme reza a regra.
O artigo 30.5 do regulamento diz que "O piloto que abandona o carro deve deixá-lo em ponto morto ou desengatado, com o KERS desativado e o volante colocado no lugar". Barrichello claramente não fez isso, conforme pode ser visto no vídeo abaixo.
No Twitter, Rubens disse que jogou o volante porque queria sair rápido do carro, mas conhecendo o temperamento do piloto e também sua atitude, o que se percebe é um piloto frustrado e com raiva do que acabou de acontecer, talvez um pouco desorientado pelo forte impacto em duas partes da pista, e que simplesmente joga longe o volante, que é inclusive interceptado pela Hispania de Karun Chandhok e de Bruno Senna mais adiante.
Fora as óbvias consequencias de um objeto desses sob o assoalho de um carro de F1 a menos de cinco centímetros do chão, o fato é que Rubens fez o que fez sim por raiva e frustração. Se não, observe esse vídeo de uma batida entre ele e Mark Blundell em 1995.
Da mesmíssima forma, Rubens desta feita nem joga o volante, mas o isola num claro ato de frustração, sem nenhum impacto aparente do carro em nada sólido ou mesmo uma situação iminente de perigo. Se se analisar com base nos precendentes, Barrichello é culpado do mesmo jeito.
A punição em si é irrelevante, pois mesmo que haja uma multa, o próprio volante já custa mais de 30 mil dólares e, incrivelmente, segundo Chandhok no Twitter, está funcionando normalmente, se não com alguns arranhões e botões arrancados.
Mas o ato de punir neste caso teria de ser levado a cabo, pois regras são regras e precedentes são sempre perigosos para a idoneidade do esporte.
A opinião quase unânime é de que o brasileiro tinha de ser punido. Nada justifica atirar o volante para fora do cockpit e em acidentes muito mais graves e traumatizantes, pilotos calmamente colocaram de volta seus volantes, conforme reza a regra.
O artigo 30.5 do regulamento diz que "O piloto que abandona o carro deve deixá-lo em ponto morto ou desengatado, com o KERS desativado e o volante colocado no lugar". Barrichello claramente não fez isso, conforme pode ser visto no vídeo abaixo.
No Twitter, Rubens disse que jogou o volante porque queria sair rápido do carro, mas conhecendo o temperamento do piloto e também sua atitude, o que se percebe é um piloto frustrado e com raiva do que acabou de acontecer, talvez um pouco desorientado pelo forte impacto em duas partes da pista, e que simplesmente joga longe o volante, que é inclusive interceptado pela Hispania de Karun Chandhok e de Bruno Senna mais adiante.
Fora as óbvias consequencias de um objeto desses sob o assoalho de um carro de F1 a menos de cinco centímetros do chão, o fato é que Rubens fez o que fez sim por raiva e frustração. Se não, observe esse vídeo de uma batida entre ele e Mark Blundell em 1995.
Da mesmíssima forma, Rubens desta feita nem joga o volante, mas o isola num claro ato de frustração, sem nenhum impacto aparente do carro em nada sólido ou mesmo uma situação iminente de perigo. Se se analisar com base nos precendentes, Barrichello é culpado do mesmo jeito.
A punição em si é irrelevante, pois mesmo que haja uma multa, o próprio volante já custa mais de 30 mil dólares e, incrivelmente, segundo Chandhok no Twitter, está funcionando normalmente, se não com alguns arranhões e botões arrancados.
Mas o ato de punir neste caso teria de ser levado a cabo, pois regras são regras e precedentes são sempre perigosos para a idoneidade do esporte.
Marcadores:
B Senna,
Barrichello,
Blundell,
Chandhok,
F Williams,
GP de Mônaco,
HRT
segunda-feira, 17 de maio de 2010
GP de Mônaco: o franco-atirador
Becken Lima aliás fez em seu F1 Around um bom apanhado da disputa entre os dois nesses três anos e apontou de forma clara e inequívoca a derrota do polonês. Além disso, embora Heidfeld nunca tenha vencido, não fosse uma série de desventuras dos primeiros colocados, Kubica também não teria tido sua almejada primeira vitória em Montreal em 2008.
Neste post, o Splash-and-go cravou que Kubica nada faria de diferente pela Renault e recíproca seria verdadeira. Mas hoje é justo dizer que, embora provável, tal situação está se mostrando irreal. A Renault tem feito um trabalho incrível e, não fosse Petrov no segundo assento desperdiçando pontos, é provável que estivesse até à frente de Mercedes e McLaren no campeonato de construtores.
Isso não é pouco para uma equipe que, após o campeonato de 2006, se tornou medíocre, mesmo nas mãos do grande Fernando Alonso. Para completar, o escândalo de Cingapura e as péssimas performances de Piquet Jr e Grosjean não ajudaram a levantar o nome da gigante francesa.
Mais eis que surge Robert Kubica com uma performance sensacional, uma tenacidade de campeão, uma motivação de estreante. "Mas Mônaco é uma pista diferenciada. Uma exceção à regra", dirão alguns. É, mas basta uma rápida olhada na tabela de pontos para ver que o polonês está "on fire".
Com 59 pontos, empatado com Hamilton, mas à frente do inglês por conta de critérios de desempate, a dois pontos de Felipe Massa, dois pódios e um quase terceiro lugar na Malásia, Kubica ocupa o sexto lugar na tabela, mas a uma distância curta de Jenson Button, quarto lugar, com 70 pontos.
É razoável dizer que Kubica perdeu o segundo lugar em Mônaco na largada. Preocupado que estava em bloquear Vettel, quase perdeu a posição para Massa, mas conseguiu se manter em terceiro. Foi nítida a falta de grip de Kubica, pois Vettel e Webber largaram na mesma toada e melhor.
Foi uma pena porque depois da largada, Kubica se manteve firme atrás do alemão enquanto Webber sumia à frente. Vettel parecia de fato não estar na sua melhor forma, mas mesmo assim, ele pilotava a mesmíssima Red Bull de Webber que com certeza é um carro bem melhor que o R30 de Kubica.
mas Kubica está estragando a festa das flechas prateadas
Neste momento, o melhor para o campeonato é assistir à ascensão de Robert Kubica, se colocando firmemente entre as duas McLaren de Hamilton e Button, separando também as duas Ferrari de Massa e Alonso e, o melhor, deixando o chassi W01 de Schumacher e Rosberg para trás.
O GP da Turquia muito provavelmente voltará a ser dominado pelas Red Bull, mas será interessante continuar especulando qual dos times do G4 Kubica vai "partir" ao meio. Não tem nada mais interessante que um franco-atirador com claras chances de título para o campeonato pegar fogo.
Que o diga Kimi Raikkonen em 2007.
Marcadores:
Alonso,
Button,
Ferrari,
GP de Mônaco,
Hamilton,
Heidfeld,
Kubica,
Massa,
McLaren,
Mercedes GP,
Petrov,
Raikkonen,
Renault,
Rosberg,
Schumacher
Assinar:
Postagens (Atom)