segunda-feira, 15 de março de 2010

GP do Bahrein: a vitória das regras

A enorme expectativa sobre o primeiro GP da temporada 2010 foi categoricamente frustrada pelas novas regras. Ao contrário do que muitos saudosistas esperavam, a corrida foi processual, modorrenta e previsível.

Os únicos acontecimentos dignos de nota foram a monumental falha do RB6 de Sebastian Vettel, o que tirou do alemãozinho uma vitória que poderá lhe ser fundamental no fim do campeonato, e o fato de a Lotus ter feito um brilhante trabalho, completando a corrida tanto com Trulli (três voltas atrás) quanto com Kovalainen (duas voltas atrás).

Alonso foi preciso e competente, roubando a vitória que poderia ser de Massa na primeira curva. O brasileiro mostrou maturidade e muita velocidade. Nesse aspecto, o campeonato não poderia ter começado de forma mais positiva.

De resto, por incrível que pareça, o autor deste blog sentiu saudades FORTES do reabastecimento. O jogo das estratégias de pitstop, a expectativa de ver o piloto fazendo tudo certo, como um relógio, tudo isso pareceu maravilhoso diante da apatia da prova de ontem.

Não se pode, é claro, tirar a responsabilidade do circuito de toda essa chatice. O GP do Bahrein amplificou as falhas que existem nos novos regulamentos. É possível que em pistas de verdade, isso possa mudar, mas os prognósticos não são animadores.

A respeito do título deste post, é claro que é sarcástico. As regras venceram não por serem boas, mas simplesmente porque de fato mudaram a F1. A princípio, para pior.

Nas próximas semanas, será possível ter um vislumbre mais preciso do que será o resto do campeonato.

Splash-and-go: season 2

É com muito orgulho que este blog completa um ano de existência. Uma tarefa que, quem mantém um blog sabe, é árdua.

Manter as atualizações, pensar pautas, pesquisar dados, tudo isso na tentativa de abordar um pedacinho da F1 que ninguém falou ainda, ninguém enxergou, ninguém tratou. Um recorte inédito.

É sempre esse o intuito do Splash-and-go. Um intuito ousado e dificílimo no mar de informação que é a internet.

Ainda assim, é a base que sustenta este blog. Sem este conceito, este espaço certamente não existiria pelo simples fato de não se considerar relevante o suficiente para tanto.

Na opinião deste jornalista, o Splash-and-go é moderadamente bem sucedido nesta empreitada. E só o é porque os amigos dos blogs cujos links você encontra ao lado e diversos leitores que aqui caem de paraquedas sempre auxiliam com comentários pertinentes e relevantes.

É nesta troca que o Splash-and-go realmente funciona. E é por ela que ele entra na segunda temporada, no início do campeonato de F1 de 2010, um dos mais esperados dos últimos 25 anos.

Para comemorar este momento, Rafael Matos, um dos diretores de arte mais talentosos do Brasil, gentilmente cedeu mais uma vez um banner-cabeçalho e um banner-rodapé para este blog.

Obrigado Rafa e obrigado a você, leitor, por tornar este espaço algo relevante e positivo para todos nós.

sábado, 13 de março de 2010

Classificação GP do Bahrein: a importância do S2

O setor 2 do novo traçado do Bahrein é a chave para a boa performance de Ferrari e Red Bull, tanto na classificação como na corrida de amanhã.

Na sua volta para a pole, Vettel rodou no S1 apenas um décimo mais rápido que o melhor tempo que Alonso colocou no início do Q3.

Entretanto, na segunda parte do traçado, o alemãozinho rodou sete décimos mais rápido que o espanhol, sendo que no S3 ele apenas assegurou a pole.

Para se ter uma ideia, Rubens Barrichello rodou, no S1, dois décimos acima do melhor tempo do Q2 em sua última volta lançada. No setor seguinte, seu tempo já alcançava um segundo de desvantagem em relação ao tempo de Alonso naquela sessão, que aera o melhor no momento.

O novo setor é travado (na imagem acima entre as curvas 8 e 18), com curvas de baixa, cotovelos e hairpins. Dura mais de um minuto para todos pilotos. Além disso, é o setor que contém os bumps do traçado, as ondulações que tanto atrapalham a frenagem dos bólidos.

Dito isso, parece claro que a Red Bull e a Ferrari usaram mais asa para a classificação, para aumentar a eficiência de frenagem/aceleração no setor mais lento.

Tanto é que no speed trap da pista, as velocidades aferidas de ambas as equipes eram menores que as maiores velocidades alcançadas.

Mas aparentemente a importância do S2 foi subestimada por equipes como McLaren, Mercedes, Renault e Williams.

Outro aspecto notável da classificação foi o tamanho da distância entre os 10 primeiros. Já entre o primeiro e o quarto, já há um segundo de diferença. Não é possível buscar a razão exata dessa diferença que, ano passado, cobriria quase a totalidade do grid em muitas provas.


Os pneus serão fundamentais para a melhor estratégia amanhã, principalmente nas condições de temperatura no Bahrein, mas o fato é que Red Bull e Ferrari começam em larga vantagem, pois têm na manga a carta do S2.

Se Vettel, Alonso e Massa dispararem de cinco décimos a um segundo por volta na frente das McLaren e Mercedes, dificilmente a vitória sairá das mãos desses três.

Entre eles, a vitória será disputada pelo que melhor souber cuidar dos seus pneus. Aparentemente, Vettel é o menos favorecido nesse caso, mas tudo dependerá do seu ritmo de corrida frente à Scuderia Rossa.

A corrida promete!

sexta-feira, 12 de março de 2010

GP do Bahrein: a polêmica dos 107%

Depois de litros de ansiedade e quilos de nervosismo, com uma crise de abstinência no meio, a F1 volta ao spotlight.

Como era de se esperar, nada ficou claro com os treinos de sexta-feira e a única coisa que se pareceu com algo do ano passado foi Rosberg liderando com sua Mercedes GP W01.

A Hispania Racing Team finalmente fez o shakedown do seu carro com o primeiro-sobrinho Bruno Senna fazendo as honras.

Em 17 voltas, o piloto ficou a 11,5 segundos de Rosberg e incríveis cinco segundos do carro mais próximo, a Virgin de di Grassi.

Em uma fração de segundo, centenas de fóruns ao redor do mundo ferveram com discussões sobre a qualidade da equipe, a segurança da F1 e, claro, Bruno Senna.

A discussão sobre a regra dos 107% (em que só se classifica quem for no máximo 7% mais lento que o pole position) também tomou a pauta de fãs e especialistas.

Para se ter uma ideia, tomando como base os treinos de hoje, Senna teria rodado com cerca de 110% do tempo de Rosberg, ou seja, estaria eliminado.

No caso, o tempo de 107% corresponderia a 2:03.487, sendo que Virgin e Lotus fizeram tempos até um segundo mais rápidos que isso.

Por outro lado, seria justo tirar da Hispania sua chance de desenvolver o carro? De melhorar sua confiabilidade? De tentar entrar na corrida e completá-la?

Se se observar do ponto de vista lógico, é mais fácil a HRT em três corridas ficar dentro dos 107% do que as equipes de ponta aumentarem essa vantagem.

Isso simplesmente porque o espaço de manobra, a curva de desenvolvimento, o potencial de melhora dos carros de ponta é infinitamente menor do que o das equipes pequenas.

Ganhar três décimos para a Ferrari é muito mais difícil que ganhar cinco segundos para a Hispania.

Se a FIA abriu vaga para novas equipes, é óbvio que sabiam da diferença de performance. E hoje fala-se que a regra dos 107% ecoa forte entre as figuras da entidade. Contradição?

A HRT é uma equipe que acabou de fazer o seu primeiro shakedown. Virgin e Lotus parecem veteranas ao lado da valente equipe espanhola.

Karun Chandhok nem chegou a vestir seu macacão hoje. É necessário dar tempo ao tempo para que a equipe se desenvolva e possa competir de igual pra igual ao menos com as suas concorrentes mais novas.

E Bruno Senna, que até música já ganhou da Globo, tem que ter mais paciência e perseverança do que nunca para aguentar a infinidade de problemas que estão por vir.

Ao completar sua 17ª e última volta, a porca da sua roda traseira esquerda já saiu voando e ele tomou um pequeno susto.

Que essa porca não seja a tempestade no copo d´água das novas equipes.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Vídeo da semana

Kimi dá uma gargalhada inédita diante das câmeras.



Hahaha, did you steal this?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vídeo da semana

A menos de duas semanas do início do campeonato, nada melhor que lembrar o ronco absurdo dos motores V12 em comparação com os V8 atuais e os V10 de outrora.



Em 2003, Schumacher treina em Fiorano na época em que testes eram comuns. Em pleno maio, o então pentacampeão mundial acelerava firme sua barulhenta Ferrari F2002 F51 V10.



No segundo vídeo, Jean Alesi e Nicola Larini treinam em Fiorano com a Ferrari F1 412T1. Se existe música na F1, ela é tocada por este motor V12. Sublime.

segunda-feira, 1 de março de 2010