Neste exato fim-de-semana o Splash-and-go completou dois anos no ar. São dois anos de uma F1 em ritmo de mudanças aceleradas, com direito a grandes polêmicas e escândalos no esporte favorito de muitos brasileiros.
Assim como a F1, este blog passou por mudanças, mais em sua linha editorial do que de visual. Além disso, cresceram tanto em número quanto em qualidade os sites de conteúdo colaborativo espalhados pela internet, ou seja, aqueles que são atualizados por muitas mãos de uma vez.
Isso acaba tornando o trabalho de um blog ainda mais árduo. Se o objetivo deste espaço não é cobrir as notícias assim que saem e também não é atualização constante (trabalho da maioria dos sites), qual seria então?
Sabe-se bem que o segredo de um site ‘vivo’ é sua constante atualização, mas análises aprofundadas demandam tempo de pesquisa, redação e revisão de texto, que acabam ficando mais longos.
Some-se a isso o fato de um blog geralmente ser tocado por apenas um par de mãos e uma cabeça pensante e você tem então um problema conceitual e operacional de solução difícil. Porque blogs superficiais há aos montes pela internet. Basta uma rápida olhada.
E o Splash-and-go sempre prezou por tentar ir além, postando análises que não se vê na língua portuguesa. E foi muito bem sucedido em um sem-número de vezes, com bastante repercussão em blogs e sites de renome inclusive.
Por isso, a partir de hoje, a terceira temporada deste espaço muito querido por seu idealizador, o blog vai mudar de linha. As análises continuarão, claro. Elas são parte do capital intelectual deste local.
Mas também serão postados pequenos pensamentos, questionamentos, observações. Serão postadas as famigeradas pílulas, que muitas vezes conterão opiniões diretas e infames. Enfim, o blog se permitirá ser, de fato, um blog, onde tudo é válido.
A qualidade nunca será menosprezada, mas a liberdade de postagens permitirá com que este espaço respire com mais facilidade. Quem visitou o Splash-and-go nas duas últimas semanas viu que não houve atualizações.
Portanto, com a devida licença dos leitores que provavelmente gostam desse espaço e o visitam, ainda que silenciosamente, o Splash-and-go vai mudar um pouco, mas com o intuito de se manter um espaço relevante, com a devida dose de seriedade, qualidade e, claro, bom humor e opiniões fortes que você já se acostumou a ver por aqui.
Bem-vindo, então, ao terceiro ano do Splash-and-go, com arte dos novos banners do sempre brilhante Rafael Matos.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sábado, 26 de março de 2011
Classificação GP da Austrália: Red Bull consolida uma nova era
Ainda que não seja inesperada, a dominância da Red Bull nas ruas de Melbourne Park assusta. Assusta porque, ao se analisar a F1, percebe-se que todas as décadas tiveram um carro dominante, uma força de outro mundo que enterrou a concorrência de forma tão absurdamente forte que não se sabia se o melhor era admirar o feito ou reclamar da falta de competitividade.
Em 1988, Senna e Prost engoliram o mundo com o McLaren MP4-4. Venceram tudo e todos sem pena. Naquele ano, apenas Gerhard Berger, então piloto da Ferrari, quebrou a incrível sequência de pole-positions de Ayrton e Alain.
Em 1992, foi a vez de Nigel Mansell dominar a tabela sozinho, tendo apenas Senna para atrapalhá-lo no GP do Canadá, já que Riccardo Patrese marcou a pole no GP da Hungria, mas era seu companheiro de equipe. O FW14 era obra de ninguém menos que Adrian Newey.
Já em 2004, o F2004 da Ferrari destruiu o resto do grid, principalmente em termos de corrida. Na classificação, foram 11 pole-positions em 18 etapas, sendo quatro de Barrichello e sete de Schumacher. Não teve pra ninguém e paradigmas foram mudados depois desse ano apenas para cortar as asas da Ferrari.
Agora é 2011 e, parece, a Red Bull terá um ano ainda mais fácil que 2010, em que o RB6 de Adrian Newey conquistou nada menos que 15 pole-positions em 19 etapas. O ano passado abriu um perigoso precedente que pode se tornar a "Era Red Bull". Será que o RB7 irá além?
É interessante observar a escalada da RBR porque sabe-se que muitos medalhões do paddock olham com desdém para os boxes comandados por Helmut Marko e Christian Horner. Um nome sem longa tradição no esporte agora pode estar entrando no panteão dos deuses da categoria mais cedo que alguém jamais imaginou.
Embora tenha vencido um campeonato mais do que polêmico em 2010, é hipocrisia ignorar o quanto a F1 foi embaralhada com a dominância da equipe austríaca. E é mais do que bacana ver McLaren, Ferrari, Mercedes, e equipes que um dia dominaram como Williams e Renault, tendo de calçar as sandálias da humildade e correr atrás da solução de seus problemas e ainda evitar de serem humilhadas pela jovem campeã.
Em qualquer esporte, a quebra do status quo é positiva, traz reflexão, desenvolvimento, traz emoção e, principalmente, novos fãs. Acontece que em muitos esportes isso acontece uma vez ou outra por obra de "azarões" para logo tudo voltar à "normalidade".
Acontece que a Red Bull não quer voltar à normalidade e provavelmente não voltará, pois tem muito dinheiro, recursos e talento em seu casting. Dificilmente perderá o status de grande equipe nos anos vindouros e figurará, quer queiram McLaren e Ferrari, quer não, ao lado delas na galeria dos campeões atemporais.
E que comece 2011, (mais um) ano da Red Bull.
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quarta-feira, 23 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Vídeo da semana
Excelente vídeo de Martin Brundle explicando a forma como a telemetria é interpretada pelas equipes.
quarta-feira, 9 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
OFF: Splash-and-go com problemas
Aparentemente esta situação vai se normalizar em alguns dias, portanto, não estranhe a eventual imagem do pobre sapo preso em um cubo de gelo.
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