sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Vídeo da semana

Nos próximos dias, o assunto será jogos, simuladores, cockpits, volantes e Playstation 3.

Como aperitivo, fica esse sensacional simulador robótico construído por engenheiros de automação, que deve ser mais divertido que muito brinquedo presente nesses parques temáticos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vídeo da semana

O público presente no autódromo tem uma reação não tão revoltada quanto divertida a uma singela troca de posições entre companheiros no GP da Alemanha de 2008.

Como tudo na vida, o que importa é o contexto. E o contexto nessa ocasião era bem diferente. Tanto que, em vez de raiva, vemos sorrisos e gestos resignados.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ordens de equipe: o veredicto popular

É claro que considerar 61 votos num universo de milhões de fãs como um "veredicto" é deveras pretensioso, mas o fato é que os leitores que visitam o Splash-and-go e outros blogs sobre F1 têm um olhar bastante aguçado e crítico sobre categoria, e o resultado da enquete reflete essas características.

Trinta e seis porcento dos votos, ou mais de um terço da amostragem, considera que a Ferrari teria de ser multada e desclassificada do GP da Alemanha. Isso significaria a perda total dos pontos dos pilotos e da equipe, além de uma multa mais salgada que a imposta pela direção de prova daquele GP (US$ 100 mil).

Em segundo lugar, com 27%, vem uma pena mais branda: apenas a desclassificação, sem uma multa maior. Para esses leitores, a perda dos pontos sozinha já é punição suficiente para a Scuderia amargar um péssimo resultado, que poderia enterrar de vez seu campeonato.

A suspensão de uma ou mais corridas, uma pena considerada muito severa para uma equipe do porte da Ferrari, foi corroborada por 24% dos votantes. Há de se lembrar que a ausência da Ferrari de uma corrida é algo tão raro, se não inédito -a equipe participou de todos os campeonatos de F1 já disputados-, que causaria um furor mundial entre os fãs da categoria.

Nenhum mísero voto para uma pena pecuniária mais robusta, o que demonstra que os fãs consideram a equipe tão abastada que uma multa não vale absolutamente nada do ponto de vista da "lição" a ser dada por um malfeito na pista.

Por fim, 11% dos leitores são a favor das ordens de equipe.

As ordens em si são palatáveis e até necessárias em um esporte tão caro. O problema está no modus operandi de Domenicali e cia.

Com a poeira mais baixa e o golpe acusado, é possível ver que a maioria dos insiders da F1 defende o banimento da regra que proíbe as ordens de equipe, e não das ordens em si.

Isso ocorre justamente porque é impossível banir as ordens de equipe enquanto houver comunicação entre os pilotos e seu pitwall. Houve quem sugerisse o banimento das comunicações via rádio entre piloto e equipe, mas isso sem dúvida tornaria a F1 mais perigosa, e não é isso que a maioria quer.

Há também aqueles que defendem uma visão sobre a F1 como se fosse futebol. Torceria-se pela equipe, e não pelo piloto. Há muitos que torcem dessa forma, mas a F1 é um esporte global e o primeiro elemento de identificação entre a torcida e o esporte é a nacionalidade. Além do quê, a personalidade de cada piloto é um grande chamariz para os mais diversos tipos de torcida.

Do ponto de vista do marketing, as ordens de equipe óbvias como as que ocorreram no GP da Alemanha e no GP da Áustria de 2002 são um desastre. Seria bom que uma espécie de "acordo de cavalheiros" continuasse a valer entre F1 e o torcedor. Todos sabem que o esporte não é um esporte puro, então, que as mutretas sejam feitas por baixo dos panos.

Erradicar de vez as ordens não é possível em nenhuma hipótese, mas para o bem da relação entre a F1 e o resto do mundo, as coisas tinham de ocorrer de uma forma um pouco mais dissimulada e menos arrogante. A regra contra as ordens de equipe deveria existir para que o fã sentisse que ao menos algo está sendo feito contra tais ordens.

O resultado das corridas e do campeonata nada vale sem a anuência dos fãs que ano após ano enchem os bolsos das equipes, patrocinadores, pilotos, TVs, da FOM, das cidades que abrigam as corridas, etc, etc, etc...

sábado, 7 de agosto de 2010

Senna: publicadas fotos inéditas do campeão

Deu no Twitter neste sábado. O Cahier Archive postou uma bela coleção de fotos nunca antes vistas de ninguém menos que Ayrton Senna. É para entrar, baixar e montar um belo quadro para colocar na parede...

Coisa fina, como a bela foto acima da Lotus-Renault de 1987 no GP da Bélgica.


Segundo o site, "o Cahier Archive é a única coleção de fotos cobrindo a história do campeonato de F1 que se manteve nas mãos de seus autores originais; as 15 mil fotos atualmente disponíveis neste site são parte de um total de 400 mil originais que compõem nosso arquivo.

Dois fotógrafos construíram este arquivo: Bernard Cahier e seu filho, Paul-Henri, dando à coleção dois estilos muito diferentes. Bernard foi um repórter que tinha o dom de fazer as pessoas viverem de verdade os acontecimentos por meio de suas imagens.

Paul Henri, por outro lado, sempre se inclinou mais em direção a uma abordagem artística da fotografia. O ponto em comum de suas fotos, de todo modo, é que elas sempre vão além da dimensão ilustrativa."

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Splash-and-go: de visita no Blog Fórmula 1

O promissor jornalista especializado em F1 Tomás Motta convidou a este escriba para falar sobre um assunto que não morre nunca: Michael Schumacher.

Você provavelmente já conhece o jovem Tomás, mas, se não conhece, corra lá no blog dele para ver o que um prodígio pode fazer com as palavras com apenas 14 anos de idade, a serem completados no fim deste mês.

Difícil conhecer um garoto nessa idade que escreva em um português consistente, com desenvoltura e entusiasmo, sobre um assunto que, muitas vezes, passa longe de ser simples: a F1.

Por isso, é uma honra ter um texto publicado em um espaço tão caprichado como o blog do jovem Motta.

Visite já o Blog Fórmula 1 e salve nos seus favoritos!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vídeo da semana

Se você encontrasse este garoto na escola, você acharia que ele faz parte do grupo dos nerds ou dos valentões filhinhos de papai?

Pois é...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

GP da Hungria: testemunha ocular

Hungaroring foi testemunha de um massacre que há muito não se via. Talvez desde 1992, com a Williams "de outro mundo" que Senna tanto admirava e com a qual o "Leão" Nigel Mansell levou seu único título mundial.

No GP da Alemanha de 2009, Mark Webber teve uma largada ruim e perdeu a posição para Rubens Barrichello. Na briga até a primeira curva com Rubens, o australiano foi desleixado, jogou o carro em cima da Brawn e acabou punido com um drive-through.

Mesmo com a punição, Webber ainda foi rápido o suficiente para fechar em cima de Rubinho, destruir a estratégia de três paradas do brasileiro e vencer a folgados nove segundos de Vettel e 15 de Felipe Massa, o primeiro piloto de outra equipe que não a Red Bull.

Esta dominância foi amplificada este ano. No GP da Hungria, a RBR alcançou o maior domínio em uma corrida até agora. Para se ter uma ideia da disparidade, em 2009 algumas corridas tinham os 10 primeiros separados por no máximo sete décimos de segundo.

Em Hungaroring, pista que só não é menor que Monte Carlo, Interlagos e Montreal, a pole de Vettel era astronômicos três segundos mais rápida do que o 10º colocado, Nico Hulkenberg. Essa diferença de performance em um esporte altamente competitivo como a F1 é considerada estapafúrdia. Não à toa, os adversários estão de olho no carro dos rubrotaurinos desde o início do ano para saber se há algo de errado com ele

É bom lembrar que o fato de uma pista ser pequena relativiza a distância entre os competidores. Quanto menor a pista, menor será a distância nominal entre um e outro.

Em outras palavras, uma distância de dois segundos na Bélgica (uma pista longa) seria o mesmo que um segundo em Interlagos (uma pista curta). Então, a distância de três segundos de Vettel sobre Hulkenberg seria de mais de cinco segundos numa pista longa como Spa-Francorchamps. Sim, mais de CINCO segundos para o DÉCIMO colocado.

Mas mais do que isso, como provado ano passado e em outros anos, o verdadeiro campeão é aquele que, ao ter à sua disposição o melhor carro, amplia sua vantagem para os outros de forma exponencial. Ao contrário de Vettel, Webber, quando dominou, o fez de tal forma que a concorrência foi esmagada, atrofiada, desfigurada.

Existe um certo desânimo das outras equipes de ver a RBR tão rápida, mas é bonito de se ver uma equipe sendo elevada ao topo por um piloto que, se não é consistente, é destruidor no seu dia de rei. Mark Webber não tem quatro vitórias à toa e teria tido uma quinta na Turquia caso Vettel não tivesse jogado tudo para as cucuias.

O campeonato continua apertado por questão de detalhes, mas a verdade é que Mark Webber merece mais do que nunca levantar o troféu ao fim do ano e entrar para o panteão dos grandes. Sua união com a Red Bull finalmente lhe renderá os frutos que, talvez, nem ele acreditasse que um dia colheria.