segunda-feira, 15 de março de 2010

GP do Bahrein: valeria a pena ousar?

Pelo que se viu na pista, não é necessário avaliar tempos de volta e estratégias. É certo que fica tudo mais óbvio com as novas regras e o que se vê na pista é o que se verá ao fim da prova.

Mas a discussão principal que se instalou é se vale a pena uma equipe arriscar fazer duas paradas para voltar ao composto mais mole nas voltas finais.

O tempo mais rápido da classificação no Bahrein fechou em cerca de 1:54, de autoria de Vettel. Na corrida, a volta mais rápida foi de Fernando Alonso, com cerca de 1:58. São quatro segundos de diferença.

Seria possível, com tanque vazio e pneus novos, rodar próximo de 1:55 na corrida? Se um piloto fizesse uma parada faltando 15 voltas para o fim, conseguiria ele compensar o tempo de parada e ainda ganhar posições?

Se se ganhasse de dois a três segundos por volta depois da parada, em seis voltas ele recuperaria o tempo médio de parada total (cerca de 18 segundos).

Em outras seis voltas, mesmo rodando mais lento por causa do desgaste dos pneus, o carro estaria ainda mais rápido que os carros calçando compostos duros que fizeram apenas uma parada.

Acontece que, por outro lado, o Bahrein mostrou que ultrapassar um carro minimamente competitivo à frente é uma tarefa hercúlea.

Consumo de pneus ainda é incógnita para equipes

Isso significa que, mesmo rodando mais rápido dois ou três segundos, o piloto perderia muito tempo na ultrapassagem e, consequentemente, gastaria seus pneus com mais rapidez, pois teria de fazer valer a pena as duas paradas.

Estas conjecturas não poderão ser respondidas tão em breve, mas parece correto afirmar que as equipes foram muito precavidas e muito conservadoras.

É claro que é natural essa postura defensiva no início do campeonato. Com o tempo, os times saberão onde e quando ousar, mas é interessante notar que, embora as regras pareçam ter engessado as corridas, pode ser possível sim subverter a ordem com ousadia.

A questão a saber é quem vai jogar a primeira pedra.

3 comentários:

F-1 A.L.C. disse...

eu fiquei ligado em quem entrava primeiro aso pits, só pela costume. logo liguei que não adiantava.

mesmo estando estabelecida a polémica, as possibilidades são agora bastante mais concretas do que a matemática e pouco precissa estratégia de pits do ano pasado.

é um avanço e vai ser ainda mais uma evolução bem recebida pelos fans, em especial aqueles que não investem tanto tempo aprendendo minucias

em resumo uma categoria mais acessível

Daniel Gomes disse...

Bem, na verdade adianta sim notar quem entra primeiro.

O piloto que faz a troca antes já ganha pelo menos cinco décimos na próxima volta em relação ao piloto que para depois.

Isso na mão de um cara que faz flying laps matadores é uma arma e tanto.

Acredito que aos poucos os limites do que fazer e do que não fazer ficarão muito bem definidos nesta temporada.

Gabriel Pogetti Junqueira disse...

Daniel!!
vc fez um post que fala exatamente do q eu fiquei me perguntando durante a corrida!!!!
incrivel!! as equipes foram sim cautelosas....resta ver quem irá tomar a iniciativa...algo me diz q esse alguem será Ross Brown....
Ele sabe cmo fazer um belo jogo de equipe e pit stop...além de ter schumacher ao volante, uma pessoa que mostrou ao mundo como dar voltas voadoras antes de parar, só que aghora ele tem q dar essas voltas voadoras depois de parar