quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Vídeo da semana

Desta feita, você vai assistir a alguns vídeos que mostram cabalmente um velho ditado do esporte a motor: nunca, JAMAIS, toque em um piloto que acabou de sair da corrida por erro, colisão ou qualquer outra causa.

As cargas de adrenalina pulsando no corpo do piloto neste momento estão no seu ápice, pois ele acabou de passar por uma situação de extremo estresse mental e físico.

O fato de ter ocorrido uma colisão ou erro faz com que o piloto esteja em um estado ainda mais crítico de alerta, algo que chega a ser perigoso para quem estiver perto.

É a lei do esporte a motor.



No GP da Malásia de 2004, Raikkonen sai frustrado da corrida e agride um fiscal de pista que tenta direcioná-lo. Repare que o fiscal TOCA no piloto, e esse é o grande erro dele.



No GP da Áustria, em 2000, Ricardo Zonta é obrigado a abandonar e, assim que sai do carro, o manobrista do guindaste acerta a cabeça do piloto, que imediatamente reage lançando-lhe o famoso dedo médio.



No GP de Mônaco de 1975, o lendário James Hunt disputava curva a curva, freada a freada, posição com o francês Patrick Depailler. Em uma das cruvas, Hunt é forçado a dar passagem a Depailler e acaba acertando o guard-rail e abandonando a prova.

Visivelmente frustrado e absolutamente tenso, Hunt acaba descontando no pobre fiscal de prova que foi tentar orientá-lo para sair da pista e ficar em segurança. Seu erro: tocar em Hunt.



Por fim, o mesmo James Hunt abandona o GP do Canadá de 1977 e, decepcionado, começa a passear ao lado do carro. O fiscal, prezando pela segurança do piloto, vai mais uma vez atrás dele. Acontece que ele toca em Hunt. O resultado, embora hilário, não é um exemplo de comportamento.

Coincidência ou não, Raikkonen e Hunt, personagens deste post, são conhecidos por serem bad boys que se comportam mal, fumam, bebem e personificam a nostálgica F1 de outrora.

Talvez o ditado tenha que ser modificado: nunca, JAMAIS, toque em Raikkonen e Hunt depois que abandonaram uma prova. Você pode acabar se dando mal.

7 comentários:

Daniel Médici disse...

Não apenas os pilotos mais exaltados, qualquer um deles reage de forma semelhante. Certa vez lembro do Karthikeyan explodir com um comissário após ter abandonado.

Ao menos eles atestam que o ser humano não pode ser considerado totalmente racional. Imagino Freud, se estivese vivo, olhando estes vídeos com uma cara de "eu não falei?"

Daniel Gomes disse...

Bom, acho que sob o domínio do extremo, o ser humano desvela suas facetas mais obscuras. Isso é fato.

itamar disse...

Quase botei a mão no Barrichello após ele ter descido do carro por falta de gasolina em Interlagos, 2003.
O cara estava pilhado, com cara de pouquíssimos amigos. Ciente da situação, apenas me aproximei para falar que seu motorista estava à caminho e que era pra ele esperar perto da gente (eu trabalhei no GP do Brasil por alguns anos).
Assim que a Alfa 147 Sportwagon chegou (carro lindo, diga-se), fizemos a escolta nele até o carro.
Nunca vi tanto flashes disparando na minha cara como naquele dia. rs

Daniel Gomes disse...

Itamar, vc não anima escrever um relato mais aprofundado sobre essa experiência sua de trabalhar no GP do Brasil???

Eu posto aqui no blog.

itamar disse...

Daniel, lhe passo sim. Trabalhei la de 2002 a 2006, me passa o seu email depois. Ou vc quer que eu escreva nos comentarios mesmo? Obrigado.

Daniel Gomes disse...

Itamar, vamos fazer algo organizado. Me passa seu e-mail/msn pra gente conversar melhor!

Me escreva em danielgfaria@gmail.com!

Abraços e feliz 2010!

itamar disse...

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